quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Aberturas em tempos fechados

- Olá, como vai?

- Seja o que tiver que ser,

- Por favor, não esqueça,

- seja o que quiser ser.

- Adeus...



Abertura e Encerramento - "Pecado Capital" - (1975/1976)

Em 1975, estava tudo pronto para a exibição da primeira versão de Roque Santeiro, quando, às vésperas da estreia, a Censura vetou a novela, instaurando uma crise na programação da Rede Globo. Um compacto de Selva de Pedra (1972) foi levado ao ar enquanto a emissora estudava sinopses que pudessem ser produzidas no curto prazo de três meses. Janete Clair, que já passara pela experiência de escrever uma sinopse em tempo recorde – O Semideus (1973) –, ofereceu-se para repetir a façanha. Para criar a sinopse de Pecado Capital, Janete Clair deixou Bravo!, a novela das sete que escrevia na época, a cargo do colaborador Gilberto Braga.



Malhação Viva a Diferença - Karol Conka - Bate a Poeira ( Legenda/ Lyrics )



Malhação - Viva a Diferença nem começou e a trilha sonora já tá BOMBANDO!! O encontro de gerações e estilos marca a principal característica da trama teen, que já está, inclusive, em seu nome. Soltando a voz na abertura, a rapper Karol Conká canta a diferença através de uma letra forte e uma batida contagiante, que foi adaptada para a novela. Ao lado da cantora, estão também um clássico dos anos 80, a banda britânica The Cure com "In Between Days", e o nome do momento da cena alternativa Ed Sheeran.





Geração 1942

1975

Paulinho da Viola
Paulo César Batista de Faria
* 12/11/1942 Rio de Janeiro, RJ 


Paulinho da Viola
Cantor e compositor brasileiro
Por Dilva Frazão
Biografia de Paulinho da Viola
Paulinho da Viola (1942) é um cantor, compositor e violonista brasileiro, um dos mais importantes representantes do samba e da Musica Popular Brasileira.
Paulinho da Viola (1942), nome artístico de Paulo César Batista de Faria, nasceu no bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro, no dia 12 de setembro de 1942. Filho de Benedito César Ramos de Faria, violonista e integrante da primeira formação do grupo de choro Época de Ouro, desde pequeno conviveu com grandes nomes do choro, como Pixinguinha e Jacob do Bandolim.
Ainda jovem, observando o pai tocando, decidiu que iria tocar o mesmo instrumento, mas seu pai não gostou da ideia e dizia que o filho teria que ser doutor (mais tarde ele contaria essa história no samba Catorze anos). Enquanto estudava no colégio Joaquim Nabuco, Paulinho tentava aprender a tocar violão por conta própria. Depois teve como professor Zé Maria, amigo de seu pai.
Paulinho passava os fins de semana na casa de uma tia, em Vila Valqueire, onde começou a frequentar as noitadas no bairro. Com um grupo de amigos formou o bloco Foliões da Rua Amélia Franco. Em 1959, conheceu o violonista Chico Soares, o Canhoto da Paraíba e passou a estudar com mais entusiasmo. Nessa época, entrou pela primeira vez em uma escola de samba, a União de Jacarepaguá, onde passou a ter contato com grandes sambistas e compôs seu primeiro samba para a escola, “Pode Ser Ilusão” (1962), mas nunca chegou a ser gravado.
Em 1963, foi convidado para mudar de escola, por Oscar Bigode, diretor da bateria da Portela, e primo de Paulinho. O primeiro encontro de Paulinho com a ala de compositores da Portela se deu no Bar do Nozinho, quando mostrou a música “Recado”, um samba do qual só havia feito a primeira parte. Naquele momento, junto com Casquinha, fez a segunda parte e Paulinho estava aprovado como compositor, e ganhara seu primeiro parceiro.
Começou a se enturmar na Portela, mas continuou seus estudos e concluiu o curso de técnico em contabilidade. Trabalhava em um banco e a noite saía para as noitadas de samba. Ao conhecer o poeta Hermínio Bello de Carvalho e colocar música em seus versos, foi levado para participar dos shows no recém-inaugurado na Rua da Carioca, o Zicartola, de Cartola e Zica, sua mulher, que virou um reduto do samba e do chorinho.
Em 1964 passou a se dedicar exclusivamente à música. Em 1965 participou do musical “Rosa de Ouro”, que foi apresentado no Rio, em São Paulo e na Bahia, que resultou na gravação do disco, “Roda de Samba”. Em 1965, as músicas de Paulinho: “Coração Vulgar”, “Conversa de Malandro” e “Jurar com Lágrimas”, já apareciam no conjunto A Voz do Morro, formado por diversos integrantes, entre eles, Zé Kéti e Oscar Bigode.
Em 1968, Paulinho lançou seu primeiro disco solo. Participa de festivais e classifica suas músicas. Em 1970 grava seu segundo disco, que lançou a música “Foi Um Rio Que Passou em Minha Vida”, sucesso do carnaval da Portela, que se tornou um clássico de seu repertório. Em 1974, Paulinho tentou preservar o choro, com o show “Sarau”, apresentado no Teatro da Lagoa, em homenagem a Jacob do Bandolim.
Entre os sucessos do cantor, destacam-se: “Sei Lá, Mangueira”, “Dança da Solidão”, “Jurar Com Lágrimas”, “Guardei Minha Viola”, “Argumento”, “Amor à Natureza”, “Perdoa”, “Sentimento Perdido” e “Coração Leviano”. Em 2003, Paulinho lançou o documentário “Meu Tempo é Hoje”, que conta a rotina do artista e mostra os encontros musicais com a Velha Guarda da Portela, Marina Lima, Elton Medeiros, Zeca Pagodinho e Marisa Monte. Em 2017, Paulinho da Viola recebe Marisa Monte para um show nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.



Apresentação: Luiz Fernando Vianna



Sinal Fechado
Paulinho da Viola


 
Olá, como vai ?
Eu vou indo e você, tudo bem ?
Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você ?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe ...
Quanto tempo... pois é...
Quanto tempo...
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios
Oh! Não tem de quê
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona ?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo talvez nos vejamos
Quem sabe ?
Quanto tempo... pois é... (pois é... quanto tempo...)
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa, rapidamente
Pra semana
O sinal ...
Eu espero você
Vai abrir...
Por favor, não esqueça,
Adeus...
Composição: Paulinho da Viola


Sinal Fechado – Paulinho da Viola – 1969
V Festival da Música Popular Brasileira 1º Lugar: Sinal Fechado (Paulinho da Viola) – intérprete: Paulinho da Viola

V Festival de Música Popular Brasileira
Local: Teatro Record, cidade de São Paulo
Data: Novembro 1969
Classificação
1º Lugar: "Sinal Fechado" (Paulinho da Viola) – intérprete: Paulinho da Viola
2º Lugar: "Clarisse" (Eneida e João Magalhães) – intérprete: Agnaldo Rayol
3º Lugar: "Comunicação" (Edson Alencar e Hélio Gonçalves Matheus) – intérprete: Vanusa
Este foi o último dos Festivais da TV Record - Canal 7 de São Paulo Período: novembro a dezembro de 1969 Local: Teatro Record - Rua Augusta (ex-Cine Regência), cidade São Paulo Trofeu: Viola de Ouro Direção Geral: Marco Antônio Rizzo Apresentacão: Blota Jr. e Sônia Ribeiro
obs.: Era proibido o uso de guitarras elétricas.
Jurados: Maysa, Severino Filho, Gabriel Migliori, Hervê Cordovil, Moraes Sarmento, Aracy de Almeida e Paulo Bomfim como Presidente do Juri desempatou a votação do 1º Lugar dando o prêmio a Paulinho da Viola.[8]



A era dos festivais: uma parábola
Por Zuza Homem de Mello


30 anos se passaram

Geração 1987

2015




Karol Conka
Karoline dos Santos Oliveira
* 1/1/1987 Curitiba, PR 
Karol Conka
Perfil do artista
Ingressos
FanReports
Biografia
Fotos
Biografia
Karol Conka começou a rimar ainda no colégio. Depois de algumas parcerias, encontrou no produtor Nave (Emicida, Kamau, Marcelo D2, entre outros) o som que casou perfeitamente com a sua proposta de fazer um rap com sonoridade universal, aliando batidas pesadas a timbres orgânicos. Antes de lançar seu álbum de estreia, seus três clipes oficiais já somavam mais de 1,5 milhão de visualizações no Youtube. O reconhecimento veio em indicações (Aposta VMB em 2011) e convites para participação especial em show dos Racionais MCs, além de dividir o palco com Marcelo D2, Emicida e Kamau e gravar uma música com Luiz Melodia. No início de 2013, abriu o show de Criolo no Circo Voador. Em abril, lançou seu primeiro álbum, "Batuk Freak", alcançando a marca de 20 mil downloads em menos de uma semana. Desde então, viaja o Brasil divulgando suas músicas cheias de peso e melodia. Em setembro de 2013, faturou a categoria Artista Revelação no Prêmio Multishow.


Bate a Poeira
Karol Conka

  

Os perturbados se prevalecem
Enquanto atingidos adoecem
Palavras soltas que aborrecem
Esperança depois de uma prece
Um povo com crise de abstinência
Procura explicação pra existência
Num mundo onde dão mais valor pra aparência
Tem sua conseqüência

Negro, branco, rico, pobre
O sangue é da mesma cor
Somos todos iguais
Sentimos calor, alegria e dor
Krishna, Buda, Jesus, Allah
Speed Black profetizou
Nosso Deus é um só
Vários nomes pro mesmo criador
Pouco me importa sua etnia
Religião, crença, filosofia
Absorvendo sabedoria
Desenvolvendo meu dia-a-dia

Nesse mundo poucas coisas são certas
Amor, sorte, morte, a vida que se leva
Do sul para o norte, da Ásia à América
Se errar é humano o erro te liberta
Seja o que tiver que ser, seja o que quiser ser
Bate a poeira, bate a poeira, bate a poeira
Seja o que quiser ser
Bate a poeira, bate a poeira, bate a poeira
Seja o que tiver que

O preconceito velado
Tem o mesmo efeito, mesmo estrago
Raciocínio afetado
Falar uma coisa e ficar do outro lado
Se o tempo é rei vamos esperar a lei
Tudo que já passei nunca me intimidei
Já sofri, já ganhei, aprendi, ensinei
Tentaram me sufocar mas eu respirei
Há tanta gente infeliz
Com vergonha da beleza natural
É só mais um aprendiz
Que se esconde atrás de uma vida virtual
Gorda, preta, loira o que tiver que ser
Magra, santa, doida somos a força e o poder
Basta, chega, bora, levanta a cabeça e vê
Vem cá, viva, sinta, o que quiser você pode ser

Nesse mundo poucas coisas são certas
Amor, sorte, morte, a vida que se leva
Do sul para o norte, da Ásia à América
Se errar é humano, o erro te liberta

Seja o que tiver que ser, seja o que quiser ser
Bate a poeira, bate a poeira, bate a poeira
Seja o que quiser ser
Bate a poeira, bate a poeira, bate a poeira
Seja o que tiver que
Composição:

Rapper Karol Conka fala sobre vida e carreira
Ela se apresenta neste sábado (1º) no Clube Metrópole, às 22h, ao lado do DJ Hadji
Publicado em 01/08/2015, às 17h21


 A rapper curitibana Karol Conka
Foto: Divulgação
Do JC Online


“Vim do gueto pronta pra aguentar”, dispara a rapper curitibana Karol Conka na música Gueto é Luxo. Num mundo onde, fatalmente e ainda, há espaço para racismo, machismo e outros preconceitos sociais, aguentar é se sobressair. Karoline dos Santos Oliveira começou a ser “Karol com K” ainda na escola, chamada pela professora, para distinguir de uma outra Carol que havia na turma. Hoje, adulta e com um prêmio Multishow de Artista Revelação 2013 (desbancando nomes como Anitta, Clarice Falcão e Strobo) continua se diferenciando – por tudo isso e não somente: pelo nome, cabelo rosa ou performance altiva; pelos versos e voz segura e marota, sobretudo no palco, onde sobe acompanhada apenas de um parceiro – o DJ Hadji. “Andando por entre os becos”, cantando os versos da difundida música Boa Noite, a dupla se apresenta neste sabado (1º), no Clube Metrópole, às 22h.

JORNAL DO COMMERCIO - Karol, quando o "Conka" começou a pegar no seu nome?
KAROL CONKA - Começou com o meu pai, que fazia questão de ser Karolina com K. E ele sempre me falava: diga para as pessoas: "meu nome se chama com k" A professora tambpem falava e todo mundo chamava assim e eu me apresentava e todo mundo chamava "Karol com K". Quando fui pra baladinha, lá pelos 16, 17 anos, uma amiga escreveu do jeito que eu uso hoje e eu achei legal.
JC - E como se deu os primeiros contatos com o palco e com o rap?
KAROL - Eu já subia no palco com 13, 14 anos para dança contemporânea. Um rapaz me conheceu no colégio e me colocou para abrir o show de uma banda de Brasília e foi super legal. Nunca mais consegui. Comecei a escrever música, poema, quando eu tinha uns seis anos e eu tinha acabado de aprender a escrever. Eu lembro até hoje como era rimar uma palavra com outra e criar um sentido através daquela rima. Sempre quis ser cantora. Achei que não tinha voz, me subestimava, achava que não ia rolar.
JC - Laurin Hill está entre seus ícones. Qual é a importância das referências e quais são as suas?
KAROL - Eu acho que toda mulher negra do Brasil precisa ter uma referência porque a gente está o tempo todo sendo rebaixada de alguma forma, mesmo que invisível, ela está ali. É triste, pois é visto como vitimismo quando a gente relama. Eu precisava me inspirar. É lógico que tinha outras cantoras negras, mas não era do estilo que puxava a minha cabeça, tão jovem. Eu parei de alisar o meu cabelo e deixei crescer, me sentia linda, para ficar parecida com ela. Eu parava tudo para vê-la, e eu vi quanto era importante. O ser humano precisa ter uma referência, a vida inteira. É muito importante falar de Sandra de Sá, Elza Soares, Paula Lima, das pessoas que ouvia quando era pequena. Eu não sou menos porque sou negra.
JC - Em uma de suas últimas entrevistas você falou sobre as roupas que usa, pois "gosta de chamar atenção", "quando as pessoas estranham". Como você prepara o figurino, cabelo, maquiagem? Alguém te ajuda nas escolhas?
KAROL - Eu não gosto de contar com ajuda de personal style. Trabalhei uma vez, é importante, mas no meu caso, trabalho em casos especifícos. Mas eu gosto de eu mesma me produzir. E durante o dia, uso as mesmas coisas. Tem roupa que uso no dia a dia. Não uso padrão de artista, não me preocupo neste ponto. O mais importante é estar me sentido bem. Gosto de me vestir de uma maneira legal, de me ver no espelho. Se eu contar com a ajuda de um personal, metade da minha personalidade pode ser ofuscada por uma pessoa que talvez não me entenda. Quem melhor do que eu pra me para me maquiar, me vestir?
JC - O teu rap não ganhou apenas o Brasil, mas o mundo. Além de várias turnês em outros continentes, há o reconhecimento da crítica internacional, bem como parcerias e participações especiais. Como você lida com essa movimentação?
KAROL - Eu acompanho. A produção me passa tudo, fico bem emocionada. Principalmente por ouvir que isso jamais seria possível. E não ouvi apenas de uma pessoa, ou de duas. É natural do ser humano dizer que não vai dar certo. Me desfoquei desse tipo de energia e foquei com a cabeça lá fora. Quando essa notícia chega pra mim, recebo com os pés no chão. Não é arrogância. Trabalhei pra isso, o reconhecimento chegou; e bola pra frente, tenho mais trabalho pra fazer. Quero mostrar que podemos viver fora do padrões.
JC - Já faz algum tempo desde o disco Batuk Freak, dois anos. Como anda o teu processo criativo no momento, o que passa pela sua cabeça; a que pés está o andamento de um novo trabalho?
KAROL - Tenho ouvido uns vinis que comprei quando estava em turnê por Paris, em 2014. Estou trabalhando com Tropkzilla e Boss in Drama e outros dois produtores que ainda não bati o martelo. Pego tudo o que eu gosto, tudo que eu acho vai bater comigo, que vai me arrepiar. Movimentos musicais, frases, refrões. Passo para os produtores de confiança, pois busco a amizade no trabalho, para manter uma energia boa do disco. Prefiro demorar porque é um processo todo fofinho mesmo. Eu gosto de namorar, de me envolver com o álbum, e esse vai vir cheio de coisas minhas, da minha vida, do meu cotidiano. Com esse álbum, eu vou mostrar mais quem é a Karol, e não virá feito o Batuk Freak, mas a essência continua a mesma. Então eu vou deixar toda a minha personalidade ai. 
JC - Como funciona a relação com os fãs? Quais são os ambientes de interação com eles (real, virtual)?
KAROL - Gosto de interagir com os meus fãs, sobre o que eles gostariam de saber. Isso acontece nas redes sociais, no camarim, na rua. Eu converso com eles, e tá tudo bem. Eles têm uma liberdade e sentem essa liberdade  comigo, de poder opinar. Eu faço aquilo que eu realmente quero fazer, mas gosto de ouvir opinião também. Não nasci sabendo tudo.



[Entrevista] Aniversariante deste domingo, Paulinho da Viola estreia em redes sociais
Notoriamente tímido e avesso a qualquer tipo de cacofonia, o cantor e compositor ainda soa desconfiado em relação à empreitada.
Por: Folhapress em 12/11/17 às 09H19, atualizado em 12/11/17 às 09H22


Paulinho da ViolaFoto: Andre Nery/Folha de Pernambuco

É uma estreia improvável para um senhor de 75 anos, em particular este senhor: neste domingo (12), seu aniversário, Paulinho da Viola vai passar a existir nas redes sociais, com a criação de seus perfis no Facebook e no Instagram.

Notoriamente tímido e avesso a qualquer tipo de cacofonia, o cantor e compositor ainda soa desconfiado em relação à empreitada. "Eu sou um cara do século 19, sou marceneiro, toco cavaquinho e violão, entende? Não tenho nada a ver com isso aí, isso é uma coisa de outro tempo."



Sua família, no entanto, o convenceu da importância de estar presente nessas redes que concentram quase 3 bilhões de pessoas atualmente. "A gente mostrou que é uma oportunidade de ter um canal direto com as pessoas interessadas no trabalho dele", diz João Rebello, seu filho. "Há muita coisa que pode ser mostrada para o público. Claro, se ele quiser, se ele se sentir à vontade."

Não é só a exposição que incomoda o reservado Paulinho nas redes, mas o constante flá-flu ideológico (ainda mais para um vascaíno). "Posso ter razão, mas, se eu tiver que entrar numa discussão para explicar, é complicado."

O sambista recebeu a Folha de S.Paulo em sua casa, na Barra da Tijuca, na terça (7). Não se furtou a falar sobre política, posicionando-se à esquerda, contra "esse capitalismo que tem uma concentração de renda cada vez maior num número menor de pessoas".

PERGUNTA - Como o sr. foi convencido a entrar nas redes sociais?
PAULINHO DA VIOLA - Olha, quando começou essa coisa de informação digital, eu já brincava dizendo que não era para mim. Sou um cara do século 19, marceneiro, toco cavaquinho e violão, entende? Hoje em dia, o comportamento e os valores são outros, as pessoas se relacionam de uma maneira diferente. Já tenho muita coisa que não resolvo com o tempo que tenho, como é que vou entrar em mais uma coisa em que vejo todo mundo absorvido por aquilo?

P. - O sr. tem um computador?
PV - Tinha um em que me comunicava com outras pessoas, e-mails, tudo assim. Aí começam a mandar um monte de coisa, você tem de mergulhar naquilo e ficar, não pode fazer outra coisa. E eu gosto de conversar, para eu mandar um bilhete é muito complicado. Começo a escrever, aí paro, "não, essa palavra tá errada", e não escrevo. Sempre fui uma pessoa muito reclusa também, prezo muito o silêncio, para conversar tem de ser um ambiente quieto, para a gente discutir alguma coisa, refletir sobre aquilo. Se estiver conversando um assunto e for interrompido, não sei mais do que estava falando.

P. - A estreia dos seus perfis on-line coincide com seu aniversário. Como o sr. está, aos 75?
PV - Sou muito consciente de certas coisas. Adorava futebol, era peladeiro, joguei na praia, no time da Portela, era uma delícia. Teve um momento, já tinha 50 e poucos anos, em que pensei "não quero mais ficar correndo atrás de bola". Rapaz, me deu uma coisa, eu perdi completamente a vontade de jogar. Mas ainda vejo futebol, acompanho Copa, vejo meu time [Vasco] jogar.
Eu gostava de fazer coisas mais pesadas na carpintaria, pegar peso, era algo que eu precisava, assim como tem gente que vai para academia malhar. Chega um ponto em que você não pode mais, vai pegar uma coisa e aquilo não sai do chão. Aí você diz "pô, peraí, não posso insistir".

P. - Muitos artistas polarizam opiniões na internet por suas posições políticas. O sr. não é de se envolver em polêmicas.
PV - Tudo que você diz tem sempre gente que discorda. O problema é se você estiver disposto a entrar nisso. Confesso que eu não tenho essa energia. Posso ter razão, mas, se eu tiver que entrar numa discussão para explicar, é complicado. O que não quer dizer que eu não tenha minha opinião, e já a manifestei várias vezes.

P. - O sr. já declarou apoio a um candidato à Presidência?
PV - Quando o Roberto Freire foi candidato pelo PCB, em 1989, eu cheguei a dizer que ia levar a minha caneta Parker, que foi do meu pai, para votar nele. Participei de festas do partido e tudo. Mas comecei a me questionar sobre isso. Por que artista tem de dizer "olha, estou com não sei quem"? Não sei se isso é importante.

A gente tem que tomar cuidado. Tenho revistas com depoimentos de várias pessoas influentes de esquerda quando o PCB foi legalizado. Você vê os depoimentos de época e o que as pessoas dizem agora. Não acompanham o que a história está ensinando. E discutir isso é muito difícil. É mais fácil sair para o pau.

P. - O sr. se mantém ideologicamente alinhado ao PCB?
PV - Não sei. Posso te dizer que sou um homem de esquerda. Tem algumas coisas que são de princípio. Quando você pensa e age num sentido em que fica claro que o seu trabalho está de acordo com a vontade de uma maioria, daqueles que você sabe que historicamente são os mais prejudicados. Quando você luta por questões que têm a ver com o chamado bem comum. Você pode ter um sujeito que tem soluções à direita para resolver questões das classes mais prejudicadas por todo esse processo desse capitalismo. Mas tem outras que acham que essa preocupação não deve existir, é o salve-se quem puder, o individualismo. A gente sabe que toda discussão em torno da distribuição dos bens comuns passa por uma outra arquitetura econômica e social. Não posso aceitar que a solução proposta por alguns para resolver problemas de violência seja matar.

P. - O sr. se refere ao Bolsonaro?
PV - Não, não estou falando o nome de ninguém. Nunca vi declaração [dele], seria uma leviandade se eu fosse falar de algo que não ouvi. Por outro lado, tem coisas com que você não pode concordar. Não acho que você tenha que fazer alianças por uma questão de poder. Não estou nem falando de questões econômicas, que eu não entendo.

P. - O sr. vai votar na próxima eleição?
PV - Pretendo votar. Vai ser uma eleição muito dura, porque quem assumir isso aí já sabe que vai pegar uma barra muito pesada. Acho que não vai aparecer um candidato capaz de unificar o país. Estamos vivendo uma fragmentação, uma confusão para a maioria sobre tudo isso que vem acontecendo: Lava Jato, gente presa, corrupção, denúncia contra o fulano, delação. Tem muita gente que está pensando só em si mesma, entendeu? Como é que a gente vai encarar isso? "Votando certo". Tá certo, mas como? Vamos pensar, refletir mais. Tem muita gente falando. Todo mundo fala, parece que as pessoas estão viciadas em desabafar. E a práxis? A práxis é que é fogo. Teorias, a gente tem todas. Mas, basicamente, o que você tem hoje é um processo que favorece um número cada vez menor de pessoas em detrimento da grande maioria, no mundo inteiro. Isso não vai continuar assim.



Referências

https://youtu.be/7qEN7adSzCI
https://www.youtube.com/watch?v=7qEN7adSzCI
https://youtu.be/lql92IBF2-s
https://gshow.globo.com/Musica/noticia/trilha-sonora-de-viva-a-diferenca-tem-karol-conka-ed-sheeran-e-the-cure.ghtml
https://www.ebiografia.com/paulinho_da_viola/
http://radiobatuta.com.br/programa/geracao-de-1942paulinho-da-viola-memorias/
https://youtu.be/IEUPH1A7YkM
https://youtu.be/JPkuZ7iodU0
https://pt.wikipedia.org/wiki/Festival_de_M%C3%BAsica_Popular_Brasileira
https://books.google.com.br/books?id=iJ-jis953mEC&pg=PA500&lpg=PA500&dq=Paulinho+da+Viola+sobre+Abertura+da+Globo+Sinal+Fechado&source=bl&ots=Q_8LpmRv0C&sig=71vwEExqFlWTwjsiM9JxUJUqa2Q&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjUmsW29NrYAhVJj5AKHYDzCmcQ6AEIRTAF#v=onepage&q=Paulinho%20da%20Viola%20sobre%20Abertura%20da%20Globo%20Sinal%20Fechado&f=false
http://www.eventim.com.br/karol-conka-biografia.html?affiliate=BR1&doc=artistPages/biography&fun=artist&action=biography&kuid=527189
https://youtu.be/Ot49vpm_p5A
http://portalpopline.com.br/wp-content/uploads/2017/09/karol-conka.jpg
http://noticiasdetv.com/2017/05/05/entrevista-karol-conka-fala-sobre-tema-de-abertura-de-malhacao-viva-a-diferenca/
http://www.folhape.com.br/obj/11/228026,475,80,0,0,475,365,0,0,0,0.jpg
http://www3.folhape.com.br/diversao/diversao/diversao/2017/11/12/NWS,48392,71,552,DIVERSAO,2330-ENTREVISTA-ANIVERSARIANTE-DESTE-DOMINGO-PAULINHO-VIOLA-ESTREIA-REDES-SOCIAIS.aspx

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A carta de 1988

‘Convém evocar mais uma vez Ulysses Guimarães, que disse: "Nós vamos, a Constituição fica".’ 20 ANOS DE CONSTITUIÇÃO José Afonso da Silva

"Tem ainda o Ministério Público, que hoje é um órgão importante no combate à corrupção. Foi a Constituição de 1988 que deu essa autonomia à instituição", afirmou Cabral.


“Quase 30 anos depois da Carta de 1988, a esquerda brasileira ainda não tirou de sua história os recursos para construir uma forte social-democracia, cujo compromisso essencial seja, além dos objetivos de reforma, a defesa da legalidade democrática e suas instituições, que dão vida e densidade a tais objetivos. Não consegue estabelecer parâmetros altos para a ação de um reformismo latino-americano mais unitário, generoso e integrador. A vertente democrática fraca termina por abrir o flanco para a vertente autoritária e personalista. Condena-se, assim, a recomeçar em condições piores – e sempre depois de tempestades que, como na Venezuela, caudilhos meticulosamente semeiam e, agora, colhem.” “As duas esquerdas” - O Estado de S. Paulo
Luiz Sérgio Henriques
*TRADUTOR E ENSAÍSTA, É UM DOS ORGANIZADORES DAS OBRAS DE GRAMSCI NO BRASIL. SITE: WWW.GRAMSCI.ORG






A carta de 2018

Jornal do Povão
11 de janeiro às 21:09 · 
O PT CONVIDA JUIZ PARA LANÇAMENTO DA CANDIDATURA LULA 2018.
Dr Hélio Martins da comarca de São João del Rei recebe um convite do deputado Reginaldo Lopes do PT para o lançamento de Lula 2018 e diz o que todos deveriam dizer.
Exmo. Senhor Deputado Reginaldo Lopes, em que pese o profundo respeito que tenho pela atuação parlamentar de V. Exa., não é hora de lutar para salvar pessoas, mas sim o País, atolado no caos econômico, na recessão, no desemprego, na violência e na vergonha internacional onde agentes políticos e públicos protagonizam o maior caso de corrupção de que se tem notícia na história da humanidade.
Quero, como tantos outros brasileiros com capacidade de discernimento e compreensão, que se faça justiça!!!
Que todos aqueles que se apropriaram de recursos públicos paguem por tão grave crime, além de devolver o que indevida e criminosamente levaram, privando o cidadão de saúde, educação, segurança, infraestrutura dentre outros. Todos, indistintamente, como republicanamente deve ocorrer, sejam do PT, do PMDB, do PSDB ou de qualquer outro partido político devem responder pelos crimes cometidos. Lugar de ladrão é na cadeia!!!
Lula foi processado, julgado e condenado no primeiro processo, sob a égide dos princípios constitucionais do devido processo legal e da ampla defesa.
Sou juiz de primeira instância, ou de piso, como gostam de dizer. Juiz de carreira, com muito orgulho! Submetido, como em todos os concursos públicos para membros da Magistratura e do Ministério Público, a provas de conhecimento de elevadíssimo nível de dificuldade, além de exames psicológicos, e rigorosa investigação social. Aqui não tem princípio de presunção de inocência não, senhor Deputado. Qualquer “ derrapada” na vida social tira o candidato do certame. Não somos escolhidos por agentes políticos. Somos independentes, como manda a Constituição. A Magistratura e o Ministério Público brasileiro, a que me refiro, merece, pois, absoluto respeito!
Desta forma, falar em “golpe” e envolver o judiciário nesta trama é, no mínimo menosprezar inteligência das pessoas.
Me causa total estranheza ver V. Exa. se referir às “elites” como posto em seu texto. Afinal o PT se aliou às “elites” para alcançar o poder. Foram integrantes da ala da “elite” mais elevada deste país que proporcionaram o desvio de dinheiro público em benéfico não só do partido, mas daqueles que já estão condenados ou sendo processado. Basta verificar as doações para campanhas eleitorais passadas. Então a “elite” que abastece de recursos, é a mesma elite “golpista”? Não há uma gritante incoerência na sua proposição? Não há uma incoerência ideológica por parte daqueles agentes políticos e públicos já condenados ou processados, que pregam distribuição de renda, mas se enriquecem às custas do trabalho alheio das “elites” através do achaque? Este comportamento é moralmente aceitável? Para mim isso tem uma definição: bandidagem!
Me desculpe a franqueza, senhor Deputado, mas Lula, assim como aqueles que já estão condenados e aqueles que estão sendo processados, não estão nem aí para o Estado Democrático! De fato querem poder. Só poder. Poder eterno sobre tudo e todos.
E poder a todo custo é sinônimo de tirania! Basta! Basta! Basta!
Quem conhece realmente história sabe muito bem que os criminosos anistiados do passado, não praticaram ações violentas em nome de democracia, mas para imporem o regime que entendiam ideologicamente adequado. Ditadura! Igualmente ditadura!
Ainda que compreenda seu alinhamento político partidário, senhor Deputado, não se permita, em homenagem à sua história de vida, descer ao nível da excrescência das mentiras deslavadas, como as protagonizadas publicamente pelo ex-presidente Lula, e tantos outros, desprovidos de dignidade e decoro, sustentando o insustentável.
Desejo ao senhor e sua família um Ano Novo abençoado.
Que sua luta seja de fato pelo povo e não por pessoas!



Roberto Freire: A desfaçatez criminosa do PT

- Blog do Noblat

Como se não bastassem todo o desmantelo moral e a corrupção desenfreada que marcaram os governos de Lula e Dilma Rousseff, o lulopetismo tem como algumas de suas principais características a desfaçatez e o cinismo utilizados para a construção de narrativas falaciosas que distorcem a realidade e pretendem confundir a opinião pública. Isso se deu mais uma vez a partir do momento em que a Petrobras – vítima da roubalheira perpetrada nos 13 anos em que o PT governou o país – anunciou um acordo judicial com acionistas norte-americanos que investiram na empresa brasileira e tiveram perdas milionárias decorrentes do petrolão, o maior esquema de corrupção já praticado no Brasil e, talvez, no mundo.

O acordo foi feito justamente para que se encerrasse a ação coletiva movida pelos investidores americanos lesados pela patifaria petista. Ao todo, a estatal pagará US$ 2,95 bilhões (o equivalente a quase R$ 10 bilhões) em três parcelas, que terão início após a aprovação preliminar do juízo da Corte Federal de Nova York, onde tramita o processo. É evidente que se trata de um montante significativo, mas o acordo talvez possa ser até benéfico para a Petrobras diante da possibilidade de que um júri popular nos Estados Unidos arbitrasse uma soma ainda maior como indenização. Nesse caso, o prejuízo aos cofres da empresa, que já foi tão vilipendiada pela quadrilha que a assaltou nos últimos anos, certamente seria ainda maior.

O mais estupefaciente é a reação indecorosa e cínica de alguns próceres do lulopetismo, como a presidente nacional do PT e o líder do partido na Câmara dos Deputados, que vieram a público para atacar o acordo firmado pela Petrobras nos EUA e acusaram a Operação Lava Jato, vejam só, de praticar “o maior assalto da história da humanidade”. Seria cômico se não fosse trágico. Foi durante os governos petistas que a nossa maior empresa sofreu nas mãos de criminosos que a saquearam para atender aos objetivos políticos do PT e partidos aliados. Sob o comando de Pedro Parente, atual presidente da empresa, a Petrobras iniciou um caminho virtuoso de recuperação econômica, moral e da credibilidade perdida. Justamente aqueles que foram responsáveis por tamanho desmantelo agora vituperam contra as medidas necessárias levadas a cabo pela administração da estatal no sentido de superar o desastre provocado nos tempos de Lula.

O assalto ao patrimônio público e a série de escândalos de corrupção que permearam, sobretudo, os governos de Lula e prosseguiram sob Dilma indicam o grau de promiscuidade e a complexidade da cadeia criminosa enredada pelo PT em nome de um projeto de perpetuação no poder. As negociatas que envolveram inúmeros financiamentos suspeitos por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), por exemplo, chegaram a vários outros países, especialmente da América Latina, expandindo os tentáculos do esquema delituoso para além de nossas fronteiras. Basta acompanharmos o que tem acontecido em alguns países da região, com ex-presidentes presos e tantos outros processados e acusados de atos de corrupção. A delicada e constrangedora situação criminal de Lula, condenado em primeira instância a 9 anos e 6 meses de prisão, não é um fato isolado.

Também não podemos nos esquecer de casos como a famigerada compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), em 2006, o que levou ao recente bloqueio dos bens de Dilma Rousseff determinado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). À época, a então presidente fazia parte do Conselho de Administração da Petrobras, que aprovou a aquisição da unidade – houve um prejuízo aos cofres da estatal de mais de US$ 580 milhões. O TCU também bloqueou os bens do ex-ministro Antonio Palocci (hoje preso) e de José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da estatal. Além disso, em dezembro do ano passado, a força-tarefa da Lava Jato denunciou uma dezena de pessoas, entre políticos e ex-funcionários da empresa, por corrupção e lavagem de dinheiro nesse episódio de triste memória.

Diante de tanta corrupção e das mais variadas e abrangentes denúncias e investigações em curso, é inconcebível que os áulicos do lulopetismo e defensores dos governos de Lula e Dilma tenham a coragem de se manifestar contra o necessário acordo da Petrobras com os investidores americanos. O roubo aos cofres públicos praticado pelos petistas e seus aliados é gravíssimo e indignou a sociedade brasileira, mas a audácia e o descaramento de se colocarem como vítimas é algo tão ou ainda mais revoltante. Que fiquem bem longe e não voltem a pôr as mãos na Petrobras. O Brasil não suporta mais tamanha imoralidade.
Roberto Freire é deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS


São Paulo, quarta-feira, 08 de outubro de 2008 FOLHA DE SÃO PAULO brasil




20 ANOS DE CONSTITUIÇÃO
"Quando foi aprovado, existiam os profetas da catástrofe que diziam que essa Constituição não duraria seis meses ou que deixaria o país ingovernável. Só o tempo para mostrar que essa afirmação não tem como se manter em pé."

Texto da Constituição não é imutável, afirma Jobim
Folha organiza debate sobre os 20 anos da promulgação, completados no domingo

O ministro Nelson Jobim (Defesa), 62, que há 20 anos participou do processo de elaboração da Constituição Federal, disse ontem que o texto aprovado não é eterno e deve ser atualizado para acompanhar a realidade do país. Jobim, que foi deputado constituinte, defendeu a PEC, que é um instrumento do Poder Legislativo destinado a alterar o texto constitucional.
Essa foi uma das idéias discutidas ontem durante o debate organizado pela Folha sobre os 20 anos da Constituição Federal. Além do ministro Jobim, participaram do evento o ex-senador e ex-relator-geral da Assembléia Nacional Constituinte, Bernardo Cabral, 76, o advogado José Afonso da Silva, 83, que foi assessor jurídico durante a Constituinte, e o constitucionalista Ives Gandra da Silva Martins, 73.

DA REPORTAGEM LOCAL
Jobim disse que a Carta precisa sofrer alterações para se ajustar aos tempos recentes.
"Não posso pensar que aquele trabalho do qual participamos há 20 anos deve ser mantido porque é considerado um texto eterno. Isso quem vai decidir é o processo democrático. Não podemos querer ter um texto eterno, porque texto eterno não diz nada. Vamos respeitar o processo democrático."
O constitucionalista Ives Gandra concordou com a necessidade de mudança. "Em 20 anos de Constituição, foram feitas 62 emendas ao texto original", disse, sem considerar um exagero. Para ele, a preocupação são as cerca de 1.600 propostas de emenda à Constituição que estão no Congresso.
Mais radical, Bernardo Cabral, que foi deputado constituinte, disse que as emendas transformaram a Carta num "canteiro de obras". O mais grave, afirmou, é que a maior parte das alterações está atrelada a interesses circunstanciais. "Se refletirmos sobre o número enorme de emendas vamos verificar que alguns autores estão querendo mais uma homenagem a seu arraial eleitoral."

BASTIDORES
Durante o evento, os quatro debatedores relembraram as circunstâncias da aprovação da Carta, em 1988. Da platéia, acompanharam a discussão os ex-deputados federais Egídio Ferreira Lima e Cunha Bueno, que também fizeram parte do grupo que estudou e votou o texto constitucional.
O professor José Afonso da Silva relembrou que a discussão da Constituinte surgiu porque o Brasil vivia um momento de ilegitimidade constitucional, decorrente de um longo período de presidentes do regime militar (1964-1985). "Toda vez que se tem um sistema ilegítimo, há uma postulação de legitimação que se faz por uma nova Constituinte", afirmou Silva.
À época, o próprio Tancredo Neves, alçado à Presidência da República pelo Colégio Eleitoral, havia prometido durante a campanha que convocaria uma comissão para elaborar um projeto constituinte. "Essa comissão, que ficou conhecida como Afonso Arinos, era o fórum de discussão e tinha uma repercussão importante em toda a imprensa", disse Silva.
Com a morte de Tancredo e a posse de José Sarney o cenário mudou, disse Jobim. "Sarney não tinha a força política de Tancredo para enviar para o Congresso um projeto de Constituição. Então Ulysses Guimarães pediu à assessoria da Câmara que criasse uma comissão que elaborasse um anteprojeto para ser votado no plenário."
Ulysses Guimarães (1916-1992) era o presidente da Câmara dos Deputados e da Assembléia Nacional Constituinte (1987-1988). Com o texto do anteprojeto pronto, o Centrão -grupo conservador e pluripartidário- entrou em cena e defendeu um modelo de elaboração próprio.
Como tinha a maioria na Assembléia, prevaleceu o modelo do Centrão, mas o anteprojeto feito a pedido de Ulysses foi incorporado ao texto por meio da aprovação de destaques.

POLÊMICA
A versão final da Constituinte seguiu para a Comissão de Redação. Em 2003, Jobim revelou que, quando o texto chegou à comissão, foram acrescentados pontos que não passaram pelos dois turnos de votação no Congresso. "Quando disse isso, a esquerda constitucionalista da avenida Paulista pediu o impeachment contra mim", disse ontem Jobim.
Segundo ele, na comissão foram encontradas várias contradições. Então, disse, os líderes da época discutiram as mudanças necessárias, que foram aprovadas pelo plenário, como se fosse um terceiro turno.
O professor José Afonso da Silva disse que estudou todas essas mudanças e não localizou nenhuma alteração fundamental, que pudesse modificar o significado do texto que foi votado pelos deputados constituintes nos dois turnos.
"Eu queria lembrar uma coisa interessante e que agora os cientistas políticos começam a examinar, que é como uma Constituinte majoritariamente conservadora produziu uma obra razoavelmente progressista", disse o professor.
Para Silva, a Carta promulgada em 1988 é inquestionável do ponto de vista político. "Vivemos um regime de liberdades amplas, com eleições livres. Todos os problemas que temos tido estão sendo resolvidos com base na Constituição. Convém evocar mais uma vez Ulysses Guimarães, que disse: "Nós vamos, a Constituição fica"."
Como exemplo da contemporaneidade da Constituição, Bernardo Cabral destacou alguns mandamentos da Carta, como acesso à informação, sigilo da fonte e fim da censura. Para ele, trata-se de um dos textos mais avançados do mundo.
"Tem ainda o Ministério Público, que hoje é um órgão importante no combate à corrupção. Foi a Constituição de 1988 que deu essa autonomia à instituição", afirmou Cabral.

EQUILÍBRIO
O advogado Ives Gandra apontou uma "aparente falha" do texto constitucional, que, num primeiro momento, visava um regime parlamentarista e, depois, no meio do caminho, ficou presidencialista.
"O curioso é que essa conformação levou a um equilíbrio de poderes que considero o elemento mais importante da atual Constituição. Tivemos o impeachment do presidente Collor, tivemos recentemente parlamentares afastados, tivemos ainda o escândalo do mensalão, e a Constituição de 1988 regeu democraticamente todos esses processos", disse.
Para Cabral, "nada tira a beleza do texto constitucional". "Quando foi aprovado, existiam os profetas da catástrofe que diziam que essa Constituição não duraria seis meses ou que deixaria o país ingovernável. Só o tempo para mostrar que essa afirmação não tem como se manter em pé."

Assista a vídeo do debate sobre a Constituição 


São Paulo, sábado, 3 de outubro de 1998 FOLHA DE SÃO PAULO especial




CONSTITUIÇÃO 10 ANOS
Alteração da ordem econômica reviu intervencionismo e provocou maior impacto
Nova ordem mundial envelheceu a Carta

Na promulgação da Carta, o PT, principal força de esquerda do Congresso, recusou-se a subscrevê-la, por questionar sua legitimidade. Dez anos depois, a esquerda vê na Constituição a garantia de direitos sociais e é sua principal defensora contra as reformas.

CLÁUDIA TREVISAN
da Reportagem Local

A Constituição brasileira, que completa dez anos depois de amanhã, não resistiu às mudanças econômicas ocorridas no país e no mundo nesse período. Seu caráter nacionalista foi amenizado, e as possibilidades de intervenção do Estado no mercado, limitadas.
Entre os nove títulos que compõem a Constituição, o "Da Ordem Econômica e Financeira" recebeu as emendas que tiveram maior impacto na mudança da face do país.
A maioria delas foi aprovada em 1995, primeiro ano do governo Fernando Henrique Cardoso, e abriram o caminho para o modelo econômico neoliberal.
"Sem as modificações da Constituição, não haveria espaço para o Plano Real, que é muito dependente de investimentos estrangeiros", afirma Celso Bastos, professor de direito constitucional da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).
Bastaram cinco emendas constitucionais para pôr fim ao monopólio estatal nas telecomunicações e nos serviços de gás, forçar a Petrobrás a encarar a concorrência privada, acabar com diferenças entre empresas de capital nacional e estrangeiro e permitir que embarcações de outros países façam o transporte entre portos nacionais.
Muro de Berlim
Promulgada no ano que antecedeu a queda do Muro de Berlim -marco na derrocada dos países socialistas-, a Constituição trazia preceitos econômicos que rapidamente passaram a se chocar com as exigências da globalização.
"A Constituição é prisioneira da data em que nasceu e trouxe uma noção de soberania nacional muito pronunciada", observa Clèmerson Merlin Clève, professor de direito constitucional da Universidade Federal do Paraná.
Para Clève, a Constituição reflete as aspirações da sociedade brasileira, que é multifacetada. O que poderia ser uma de suas maiores virtudes, é também a origem das principais críticas a ela. "Ninguém se reconhece integralmente na Constituição", afirma o professor paranaense.
Reeleição
As alterações aprovadas nos últimos dez anos não se limitaram à área econômica. Individualmente, o capítulo político foi o que concentrou o maior número de emendas: 9 das 25 promulgadas.
Sem dúvida, a mudança de maior impacto foi a aprovação da reeleição que, pela primeira vez em 109 anos de República, passou a integrar o texto constitucional.
As outras emendas políticas tiveram alcance mais limitado. Algumas foram aprovadas em resposta a escândalos, como a que suspendeu os efeitos da renúncia de parlamentar sujeito a investigação que possa levar à sua cassação, aprovada em 1994, depois da renúncia de deputados acusados pela CPI do Orçamento.
Reforma administrativa
Fora da área econômica, a emenda da reforma administrativa foi a única das propostas do governo aprovada pelo Congresso.
Entre as novidades que ela introduz estão a possibilidade de demissão de servidor público estável por desempenho insuficiente e a fixação de teto de vencimentos para todo o funcionalismo público.
Também foi ampliado de 2 para 3 anos o período de estágio probatório após o qual o servidor adquire estabilidade.
As crescentes dificuldades do governo federal para controlar o déficit fiscal também estão refletidas nas emendas aprovadas.
Das 25, 5 tinham o objetivo de aumentar a arrecadação ou a parcela do Orçamento da qual o governo pode dispor livremente.
A primeira emenda aprovada na fracassada revisão constitucional de 1994 tinha o objetivo de resolver problemas de caixa do governo com a criação do Fundo Social de Emergência, depois transformado em Fundo de Estabilização Fiscal (FEF).
O fundo é formado por parte das receitas vinculadas a áreas específicas. Criado inicialmente para vigorar até 1995, ele já foi prorrogado duas vezes e deve acabar em dezembro de 1999.
Para aumentar a arrecadação, o governo também propôs, em 93, a criação do IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira), substituído pela CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) em 96.
As mudanças da última década levaram também à troca de papéis dos agentes envolvidos na elaboração da Constituição.
Na promulgação da Carta, o PT, principal força de esquerda do Congresso, recusou-se a subscrevê-la, por questionar sua legitimidade. Dez anos depois, a esquerda vê na Constituição a garantia de direitos sociais e é sua principal defensora contra as reformas.


30 anos da Constituição Cidadã
Senado e Câmara fazem a partir de hoje contagem regressiva para o aniversário da Carta de 1988

Guilherme Oliveira, da Agência Senado
Publicado em 5/10/2017
Constituinte iniciada em 1987 foi a primeira a contar com propostas e a presença física do povo
No vocabulário político do Brasil, o rótulo “Constituição cidadã” incorporou-se à Constituição Federal de 1988, não apenas como uma divisa utilizada solenemente nas referências ao texto promulgado para marcar aquele que foi um dos grandes passos da redemocratização. O lema associou-se à Carta Magna como um sobrenome, dado logo no seu nascimento e confirmado por ocasião do batismo, na convicção de que se vinculava à própria essência e trajetória da Carta.
Compreensível, portanto, que o aposto tenha se popularizado. O Brasil contabiliza oito constituições em sua história de país independente, já que à autoritária emenda constitucional de 1969 é conferido o status de arcabouço constitucional próprio. Com tantas “irmãs mais velhas”, a Constituição de 1988 necessitava mesmo de uma qualificação que a distinguisse.





A Carta
Jefferson

- “Boa carta comunica, que há um ser de infinito poder Que restaura modifica, e enriquece e faz florescer E o impossível faz acontecer”




Vejo a pluma as folhas, a mão do destro escritor Vejo vidas e decretos, escritas pelo criador Vejo homens alterando, os parágrafos que ele pensou Vejo Deus sendo traído, pelo bichinho que criou Nossa vida é a carta, que o gentio para pra ler Comunica a mensagem, que na terra se vem a trazer Nossa história é feita punho, escrita por Deus senhor Testifica bom testemunho,se cheia de luz em meio ao labor Não queira ditar ao destro escritor, ele sabe o que escrever Não queira mudar o tema do autor, com final que você não quer ler Não queira ditar ao destro escritor, ele sabe o que escrever Não queira mudar o tema do autor, com final que você não quer ler Com um final que você não quer ler É relato mais é carta, é preciso paz interior A história fica mais linda, escrita por Deus escritor Boa carta comunica, que há um ser de infinito poder Que restaura modifica, e enriquece e faz florescer E o impossível faz acontecer o testemunho o entrar e sair O ir e vir é a carta que comunica aos homens de onde se vem Pra onde se vai o preço a pagar e o fim a se ter Ei você ai a sua carta comunica o que? Céu ou o abismo? É notório nossa carta, as almas sedentas do bem O final é você quem escolhe, mas só Deus escritor pode ir além Deus escrito pode ir além Não queira ditar ao destro escritor, ele sabe o que escrever Não queira mudar o tema do autor, com final que você não quer ler Não queira ditar ao destro escritor, ele sabe o que escrever Não queira mudar o tema do autor, com final que você não quer ler Com um final que você não quer ler


Thomas Jefferson

- "A aplicação das leis é mais importante que a sua criação."

Quem foi Thomas Jefferson, nome completo, nascimento e morte, presidente dos EUA, Independência dos Estados Unidos, História, frases


Thomas Jefferson: o 3º presidente dos EUA

Nome Completo 

Thomas Jefferson

Quem foi

Thomas Jefferson foi o terceiro presidente dos Estados Unidos. Ele foi o autor principal da Declaração de Independência dos Estados Unidos. Sua profissão era advogado. Seu mandato como presidente foi de 4 de março de 1801 a 4 de março de 1809.

Nascimento

Thomas Jefferson nasceu na cidade de Shadwell (Estados Unidos) em 13 de abril de 1743.

Morte

Thomas Jefferson morreu na cidade de Monticello (Estados Unidos) em 4 de julho de 1826.

Principais realizações e atividades

- Foi o principal criador da Declaração de Independência dos Estados Unidos.

- Foi governador do estado da Virginia entre os anos de 1779 e 1781.

- Foi embaixador dos Estados Unidos na França entre os anos de 1785 e 1789.

Principais realizações como presidente dos Estados Unidos

- Compra da Louisiana da França;

- Revogou vários impostos federais. 

Frases

- "Cuidar da vida humana e da felicidade, e não de sua destruição, é a primeira e única meta do bom governo."

- "Vivemos mais dos sonhos do futuro do que dos planos do passado."

- "A aplicação das leis é mais importante que a sua criação."





Thomas Jefferson

Político norte-americano

‘Grande defensor da Independência, em 1774 escreveu “A Summary View of the Rights of British America”

Foi escolhido para redigir a Declaração da Independência, que foi assinada no dia 4 de julho de 1776.’


Por Dilva Frazão
Biografia de Thomas Jefferson
Thomas Jefferson (1743-1826) foi o terceiro presidente dos Estados Unidos, exercendo dois mandatos entre 1801 e 1809. Foi o redator do texto da Declaração da Independência.
Tomás Jefferson (1743-1826) nasceu em Shadwell, Virgínia, Estados Unidos, no dia 13 de abril de 1743. Filho de Peter Jefferson e Jane Randolph ficou órfão de pai aos 14 anos de idade, herdando uma vasta extensão de terras. Formou-se em Direito em 1767, exercendo a advocacia durante sete anos. Nessa época casou-se com a viúva Martha Wayles Skelton.
Iniciou-se na política colonial em 1769, quando foi eleito para a Câmara dos Burgueses. Nessa mesma época iniciou a construção de “Monticello”, uma residência em estilo palladiano, que hoje é Patrimônio Mundial da Humanidade.
Grande defensor da Independência, em 1774 escreveu “A Summary View of the Rights of British America”, onde defendeu que o Parlamento britânico não tinha qualquer direito de governar as colônias, alegando que eram independentes desde sua fundação.
Em 1775, foi nomeado delegado da Virgínia, para o segundo Congresso Continental. Foi escolhido para redigir a Declaração da Independência, que foi assinada no dia 4 de julho de 1776. Durante a Guerra da Independência, voltou para Virgínia, onde foi eleito governador para a legislatura de 1779 e 1781.
Thomas Jefferson exerceu a carreira diplomática na França, em 1784, como assessor do embaixador Benjamin Franklin. No ano seguinte assumiu o cargo de Embaixador, permanecendo na França, entre 1785 e 1789. De volta aos Estados Unidos, em 1790, foi nomeado Ministro do Exterior na presidência de George Washington.
Com sérias divergência em política econômica e exterior com o Ministro da Fazenda, Alexander Hamilton, fez surgir duas correntes partidárias: o Partido Federalista e o Partido Democrático Republicano.
Em 1796, Thomas Jefferson candidatou-se à presidência da república, perdendo para Johm Adams, passando então a exercer a vice-presidência, conforme a lei em vigor. Em 1780 foi novamente candidato, sendo eleito o terceiro presidente dos Estados Unidos, exercendo dois mandatos seguidos, entre 1801 e 1809. Foi o primeiro presidente do partido Democrata-Republicano.
A prioridade de seu governo foi o desenvolvimento do país. A principal realização foi a aquisição do vasto território da Louisiana, comprado à França em 1803, duplicando a área dos Estados Unidos. Reeleito em 1804, procurou evitar que o país fosse envolvido nas guerras napoleônicas e defendeu os direitos marítimos, como uma nação neutra. Após cumprir o segundo mandato, retirou-se da vida pública indo morar em Monticello. Seu último grande feito foi a fundação da Universidade da Virgínia, onde foi o primeiro reitor.
Thomas Jefferson faleceu em Monticello, Virgínia, Estados Unidos, no dia 4 de julho de 1826, no quinquagésimo aniversário da Declaração da Independência dos Estados Unidos.


Referências

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0810200826.htm
http://mundovelhomundonovo.blogspot.com.br/2016/06/as-duas-esquerdas.html
https://www.facebook.com/jornaldopovao.sjdr/posts/1181567965308121
https://www.facebook.com/jornaldopovao.sjdr/posts/1181567965308121
http://gilvanmelo.blogspot.com.br/2018/01/roberto-freire-desfacatez-criminosa-do.html?m=1
www.folha.com.br/082811
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0810200826.htm
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/fj03109801.htm
https://www12.senado.leg.br/noticias/infograficos/2017/10/30-anos-da-constituicao-cidada
https://youtu.be/_wXUjRNJeno
https://www.suapesquisa.com/quemfoi/thomas_jefferson.htm
https://www.ebiografia.com/thomas_jefferson/