terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Mariposas do Planalto Central do País

Significado de las mariposas. Las mariposas son de las creaciones más asombrosas de la naturaleza, por lo que más allá de ser admiradas por su belleza y poder de transformación, también son consideradas como un símbolo espiritual, al cual se asocian diferentes significados.





Ambos de firmes anelando chamas,
Tu a vida deixas, eu a morte imploro
Nas constâncias iguais, iguais nas chamas.

Mas ai! que a diferença entre nós choro,
Pois acabando tu ao fogo, que amas,
Eu morro, sem chegar à luz, que adoro.

Gregório de Matos


Gerentona Dama de Ferro de Lulla dança marchinha e tango com Temer

Czarina Dama de Ferro de Collor, já havia experimentado um bolero com Cabral


Marchinha e Tango no Planalto Central

Embalados por Galhardo e Gardel



Dilma roda a baiana

Temer acosta a luz do candeeiro


TEMER/DILMA


A Mariposa/La Mariposa


Dilma viaja na Mariposa com Carlos Galhardo dos anos 40

E baila com La Mariposa com Carlos Gardel dos 20




Dilma dá entrevista a TV Eljazeera e chama Michel Temer de traidor 16/12/16 HD


Publicado em 16 de dez de 2016
Inscreva-se: Tradução legendas ocultas no vídeo:Dilma da entrevista a TV Eljazeera e chama Michel Temer de traidor
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Vidas Pregressas


Íntegra da carta de Temer a Dilma


Resposta de Dilma a Carta de Temer


Uma mariposa mais engraçada de Adoniran para retratar o sarilho entre uma ex-presidente queimada e um ainda presidente costeando a lâmpida.



Carlos Gardel - La Mariposa – 1923

Enviado em 11 de jun de 2009
Carlos Gardel canta con su voz extraordinaria La Mariposa.A pedido de mi madre la Sra Graciela Soriano de Calvo de 99 años.Edita Guillermo Calvo Soriano de Lima-Perú.
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Música
"La Mariposa" por Carlos Gardel ( • )



La Mariposa
Carlos Gardel
 

No es que este arrepentido
de haberte querido tanto,
lo que me apena es tu olvido
y tu traición
me sume en amargo llanto;
si vieras, estoy tan triste
que canto por no llorar;
si para tu bien te fuiste,
para tu bien
yo te debo perdonar!

Aquella tarde que yo te vi
tu estampa me gusto,
pebeta de arrabal,
y sin saber por que te segui
y el corazón te di
y fue tan solo por mi mal.
Mira si fue sincero mi querer
que nunca imagine
la hiel de tu traición.
Que solo y triste me quede
sin amor y sin fe
y derrotado el corazón.

Despues de libar traidora
en el rosal de mi amor
te marchas engañadora
para buscar
el encanto de otra flor;
y buscando la más pura,
la más linda de color,
la ciegas con tu hermosura
para después
engañarla con tu amor.

Ten cuidado, mariposa,
de los sentidos amores,
no te cieguen los fulgores
de alguna falsa pasion,
porque entonces pagaras
toda tu maldad,
toda tu traición.


Composição: Esteban Celedonio Flores / Pedro Maffia




Carlos Galhardo - MARIPOSA - Wilson Baptista e João da Bahiana - Victor 34.682-B - dezembro de 1940


Publicado em 6 de set de 2015
Carlos Galhardo - MARIPOSA - Wilson Baptista e João da Bahiana - Victor 34.682-B.
Dezembro de 1940.

A mariposa, triste, coitada,
Veio ao mundo pra morrer queimada.
E sofre muito por ser a borboleta,
Que vive no jardim beijando o cravo e a violeta. (bis)

A mariposa sonhou que vivia entre as flores, no jardim,
Era mais linda que a rosa, namorava o lírio e beijava o jasmim.
Quando acordou, não era amada, voou pra luz, morreu queimada, coitada.

A mariposa, triste, coitada,
Veio ao mundo pra morrer queimada.
E sofre muito por ser a borboleta,
Que vive no jardim beijando o cravo e a violeta.

A mariposa sonhou que vivia entre as flores, no jardim,
Era mais linda que a rosa, namorava o lírio e beijava o jasmim.
Quando acordou, não era amada, voou pra luz, morreu queimada.

A mariposa, triste, coitada,
Veio ao mundo pra morrer queimada.
E sofre muito por ser a borboleta,
Que vive no jardim beijando o cravo e a violeta.
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Carlos Galhardo,"Mariposa",1940. Cenas Cinema


Publicado em 20 de nov de 2016
Carlos Galhardo,"Mariposa",1940. Cenas Cinema
Informações: áudio:"Mariposa", composição Wilson Batista e João da Baiana, interpretação Carlos Galhardo, 1940, gravadora Victor, lado B, 78 rpm. Cenas cinema: "Karneval der Liebe",1943, cenas Dora Komar e Johannes Heesters; "Nocni motyl",1941, cena Hana Vitová; "Le brasier ardent",1923, cena Nathalie Lissenko ; "Brasa Dormida",1928, cena Nita Ney ; "Chacun sa chance", 1930, cena Gaby Basset e Jean Gabin; "Anush",1983; "Peine du Talion", 1906; "Mariute", 1918, cena com Francesca Bertini; "Un chien andalou", 1929, cena Simone Mareuil ; "Création de la Serpentine", 1908; "Spyashchaya krasavitsa", 1964, cena Irina Bazhenova; "La femme de nulle part", 1922, cena Ève Francis ;"Doña Diabla",1949, cena María Félix; "The Hatchet Man", 1932, cena Loretta Young;" Vesyolye rebyata", 1934, cena Lyubov Orlova ;"Die Nacht gehört uns",1929; "Dom Juan",1926; "Petrushka", 1989, cena Lyudmila Semenyaka; "The Flute of Krishna", 1926; "Knockout - Ein junges Mädchen, ein junger Mann", 1935, "Harlequinade", 1975, cena Tatyana Podkopayeva e "Acervo REM" (Radio Educativa Mensagem - radiosantos). Produção Criativa: Rádio Educativa Mensagem - radiosantos (REM).
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Mariposa


Enviado em 26 de ago de 2006
João Gilberto. Precisa falar mais?
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Mariposa








A mariposa, um inseto geralmente de hábitos noturnos, simboliza a morte que transforma - transformação da lagarta ou a imortalidade, o renascer - bem como simboliza a força destruidora da paixão.
Significado das Cores
As cores das mariposas variam o seu significado, dentre eles positivos e negativos. Vejamos alguns:
Mariposa Preta




Simboliza a alma dos mortos ou a própria morte. Muitos acreditam que o fato de lhes aparecer uma mariposa preta é uma visão do falecimento de alguém.
Mariposa Branca





Simboliza sorte, prosperidade. Muitos acreditam que se uma mariposa branca entrar em casa, sua sorte mudará para melhor.
Mariposa Marrom






Simboliza a desgraça.
Mariposa Azul





Simboliza alegria, romantismo.
Mariposa Amarela
     




Simboliza falta de conhecimento e também tempo de chuva, frio, ventanias.
Lenda da Mariposa
Segundo a lenda, a mariposa se apaixona pela luz da lâmpada e tenta se aproximar dela até que o seu calor a queima e ela morre.
Assim, esse inseto é atraído pela luz tal como o apaixonado que, iludido pela força da paixão, não enxerga a verdade (a luz) e acaba sendo consumido por esses sentimento arrebatador e morre buscando a verdade.
O fato de pararem perante a luz também pode representar, ainda, a alma que procura Deus.
Tatuagens
As tatuagens de mariposa são muito comuns entre as mulheres por causa da delicadeza do seu desenho. Simbolizam alma, evolução, beleza, liberdade, ternura, pureza.



https://www.dicionariodesimbolos.com.br/mariposa/





07/12/2015 23h16 - Atualizado em 08/12/2015 10h10
Leia a íntegra da carta enviada pelo vice Michel Temer a Dilma
Ele lista episódios que demonstrariam 'desconfiança' da presidente.
Assessoria do vice disse que ele se surpreendeu com divulgação da carta.
Andréia SadiDa GloboNews, em Brasília



Presidente nacional do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, enviou uma carta à presidente Dilma Rousseff nesta segunda-feira (7) na qual apontou episódios que demonstrariam a "desconfiança" que o governo tem em relação a ele e ao PMDB.
Tenho mantido a unidade do PMDB apoiando seu governo [...]. Isso tudo não gerou confiança em mim. Gera desconfiança e menosprezo do governo"
Trecho da carta de Michel Temer
A mensagem, segundo a assessoria da Vice-Presidência, foi enviada em "caráter pessoal" à chefe do Executivo e, nela, Temer não "não propôs rompimento" com o governo ou entre partidos, mas defendeu a "reunificação do país".

Temer havia passado os últimos dias sem se pronunciar sobre o acolhimento pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de pedido de abertura de processo de impeachment. Nesta segunda-feira, ele participou de evento público em São Paulo, mas não se manifestou sobre o caso. O PMDB, principal partido da base, está dividido em relação ao apoio ao processo de impeachment.
saiba mais
Num dos trechos da carta, Temer escreve que passou o primeiro mandato de Dilma como um "vice decorativo", que perdeu "todo protagonismo político" que teve no passado e que só era chamado "para resolver as votações do PMDB e as crises políticas". Depois, lista fatos envolvendo derrotas que sofreu com atos da presidente.

Na carta, ele cita inclusive o caso de Eliseu Padilha, ex-ministro da Aviação Civil que pediu demissão nesta segunda-feira após dias de especulação. Na coletiva de imprensa na qual explicou os motivos da saída do governo, Padilha mencionou, entre outros fatores, a indicação de um técnico para o comando da Agência Nacional de Aviação Civil, feita por ele e barrada pelo governo. Temer citou o caso.
Leia abaixo a íntegra da carta obtida pela GloboNews:
São Paulo, 07 de Dezembro de 2.015.
Senhora Presidente,
"Verba volant, scripta manent" (As palavras voam, os escritos permanecem)
Por isso lhe escrevo. Muito a propósito do intenso noticiário destes últimos dias e de tudo que me chega aos ouvidos das conversas no Palácio.
Esta é uma carta pessoal. É um desabafo que já deveria ter feito há muito tempo.
Desde logo lhe digo que não é preciso alardear publicamente a necessidade da minha lealdade. Tenho-a revelado ao longo destes cinco anos.
Lealdade institucional pautada pelo art. 79 da Constituição Federal. Sei quais são as funções do Vice. À minha natural discrição conectei aquela derivada daquele dispositivo constitucional.
Entretanto, sempre tive ciência da absoluta desconfiança da senhora e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB. Desconfiança incompatível com o que fizemos para manter o apoio pessoal e partidário ao seu governo.
Basta ressaltar que na última convenção apenas 59,9% votaram pela aliança. E só o fizeram, ouso registrar, por que era eu o candidato à reeleição à Vice.
Tenho mantido a unidade do PMDB apoiando seu governo usando o prestígio político que tenho advindo da credibilidade e do respeito que granjeei no partido. Isso tudo não gerou confiança em mim. Gera desconfiança e menosprezo do governo.
Vamos aos fatos. Exemplifico alguns deles.
1. Passei os quatro primeiros anos de governo como vice decorativo. A Senhora sabe disso. Perdi todo protagonismo político que tivera no passado e que poderia ter sido usado pelo governo. Só era chamado para resolver as votações do PMDB e as crises políticas.
2. Jamais eu ou o PMDB fomos chamados para discutir formulações econômicas ou políticas do país; éramos meros acessórios, secundários, subsidiários.
3. A senhora, no segundo mandato, à última hora, não renovou o Ministério da Aviação Civil onde o Moreira Franco fez belíssimo trabalho elogiado durante a Copa do Mundo. Sabia que ele era uma indicação minha. Quis, portanto, desvalorizar-me. Cheguei a registrar este fato no dia seguinte, ao telefone.
4. No episódio Eliseu Padilha, mais recente, ele deixou o Ministério em razão de muitas "desfeitas", culminando com o que o governo fez a ele, Ministro, retirando sem nenhum aviso prévio, nome com perfil técnico que ele, Ministro da área, indicara para a ANAC. Alardeou-se a) que fora retaliação a mim; b) que ele saiu porque faz parte de uma suposta "conspiração".
5. Quando a senhora fez um apelo para que eu assumisse a coordenação política, no momento em que o governo estava muito desprestigiado, atendi e fizemos, eu e o Padilha, aprovar o ajuste fiscal. Tema difícil porque dizia respeito aos trabalhadores e aos empresários. Não titubeamos. Estava em jogo o país. Quando se aprovou o ajuste, nada mais do que fazíamos tinha sequência no governo. Os acordos assumidos no Parlamento não foram cumpridos. Realizamos mais de 60 reuniões de lideres e bancadas ao longo do tempo solicitando apoio com a nossa credibilidade. Fomos obrigados a deixar aquela coordenação.
6. De qualquer forma, sou Presidente do PMDB e a senhora resolveu ignorar-me chamando o líder Picciani e seu pai para fazer um acordo sem nenhuma comunicação ao seu Vice e Presidente do Partido. Os dois ministros, sabe a senhora, foram nomeados por ele. E a senhora não teve a menor preocupação em eliminar do governo o Deputado Edinho Araújo, deputado de São Paulo e a mim ligado.
7. Democrata que sou, converso, sim, senhora Presidente, com a oposição. Sempre o fiz, pelos 24 anos que passei no Parlamento. Aliás, a primeira medida provisória do ajuste foi aprovada graças aos 8 (oito) votos do DEM, 6 (seis) do PSB e 3 do PV, recordando que foi aprovado por apenas 22 votos. Sou criticado por isso, numa visão equivocada do nosso sistema. E não foi sem razão que em duas oportunidades ressaltei que deveríamos reunificar o país. O Palácio resolveu difundir e criticar.
8. Recordo, ainda, que a senhora, na posse, manteve reunião de duas horas com o Vice Presidente Joe Biden - com quem construí boa amizade - sem convidar-me o que gerou em seus assessores a pergunta: o que é que houve que numa reunião com o Vice Presidente dos Estados Unidos, o do Brasil não se faz presente? Antes, no episódio da "espionagem" americana, quando as conversar começaram a ser retomadas, a senhora mandava o Ministro da Justiça, para conversar com o Vice Presidente dos Estados Unidos. Tudo isso tem significado absoluta falta de confiança;
9. Mais recentemente, conversa nossa (das duas maiores autoridades do país) foi divulgada e de maneira inverídica sem nenhuma conexão com o teor da conversa.
10. Até o programa "Uma Ponte para o Futuro", aplaudido pela sociedade, cujas propostas poderiam ser utilizadas para recuperar a economia e resgatar a confiança foi tido como manobra desleal.
11. PMDB tem ciência de que o governo busca promover a sua divisão, o que já tentou no passado, sem sucesso. A senhora sabe que, como Presidente do PMDB, devo manter cauteloso silencio com o objetivo de procurar o que sempre fiz: a unidade partidária.
Passados estes momentos críticos, tenho certeza de que o País terá tranquilidade para crescer e consolidar as conquistas sociais.
Finalmente, sei que a senhora não tem confiança em mim e no PMDB, hoje, e não terá amanhã. Lamento, mas esta é a minha convicção.
Respeitosamente,
\ L TEMER
A Sua Excelência a Senhora
Doutora DILMA ROUSSEFF
DO. Presidente da República do Brasil
Palácio do Planalto


http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/12/leia-integra-da-carta-enviada-pelo-vice-michel-temer-dilma.html


Boechat comenta carta de Michel Temer à Dilma Rousseff 08/12/2015


http://video24.mais.uol.com.br/15702256.mp4?ver=2&r=http://mais.uol.com.br




Dilma responde a Michel Temer.


Publicado em 8 de dez de 2015
Nossa presidenta recebeu uma carta "particular" de seu vice, Michel Temer, mas a carta vazou e ela resolveu responder publicamente a todo aquele mimimi do Temer.

Dilma: Gustavo Mendes.
Texto: Gueminho Bernardes
Produção: Lupa Vídeo
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As Mariposa
Adoniran Barbosa



As Mariposa

As mariposa quando chega o frio
Fica dando vorta em vorta da lâmpida pra si isquentá
Elas roda, roda, roda e dispois se senta
Em cima do prato da lâmpida pra descansá
(2x)

Eu sou a lâmpida
E as muié é as mariposa
Que fica dando vorta em vorta de mim
Todas noite só pra me beijá

As mariposa quando chega o frio
Fica dando vorta em vorta da lâmpida pra si isquentá
Elas roda, roda, roda e dispois se senta
Em cima do prato da lâmpida pra descansá
(2x)

Tá muitu bom...
Mas num vai si acostumá, viu
Dona mariposinha?




As Mariposas
Adoniran Barbosa
Compositor: ADONIRAN BARBOSA

As Mariposas
Adoniran Barbosa






Letra

As mariposa quando chega o frio
Fica dando volta em volta da lâmpida pra se esquentar
Elas roda, roda, roda e dispois se senta
Em cima do prato da lâmpida pra descansar

Eu sou a lâmpida
E as muié é as mariposa
Que fica dando volta em volta de mim
Toda noite só pra me beijar



Enviado em 15 de nov de 2007
Show do Adoniran Barbosa de 1980!!! Participação do Quarteto Talismã.
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No dia seguinte, como eu estivesse a preparar-me para descer, entrou no meu quarto uma borboleta, tão negra como a outra, e muito maior do que ela. Lembrou-me o caso da véspera, e ri-me; entrei logo a pensar na filha de Dona Eusébia, no susto que tivera, e na dignidade que, apesar dele, soube conservar. A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa. Sacudi-a, ela foi pousar na vidraça; e, porque eu sacudisse de novo, saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Era negra como a noite. O gesto brando com que, uma vez posta, começou a mover as asas, tinha um certo ar escarninho, que me aborreceu muito. Dei de ombros, saí do quarto; mas tornando lá, minutos depois, e achando-a ainda no mesmo logar, senti um repelão dos nervos, lancei mão de uma toalha, bati-lhe e ela caiu.
Não caiu morta; ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. Apiedei-me; tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.
-- Também por que diabo não era ela azul? disse eu comigo.
E esta reflexão, -- uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas,-- me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo. Deixei-me estar a contemplar o cadáver, com alguma simpatia, confesso. Imaginei que ela saíra do mato, almoçada e feliz. A manhã era linda. Veio por ali fora, modesta e negra, espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de um céu azul, que é sempre azul, para todas as asas. Passa pela minha janela, entra e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem; descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo, e viu que me movia, que tinha olhos, braços, pernas, um ar divino, uma estatura colossal. Então disse consigo: «Este é provavelmente o inventor das borboletas». A idéa subjugou-a, aterrou-a; mas o medo, que é também sugestivo, insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu creador era beijá-lo na testa, e beijou-me na testa. Quando enxotada por mim, foi pousar na vidraça, viu dali o retrato de meu pai, e não é impossível que descobrisse meia verdade, a saber, que estava ali o pai do inventor das borboletas, e voou a pedir-lhe misericórdia.
Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, nem a pompa das folhas verdes, contra uma toalha de rosto, dous palmos de linho cru. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque, é justo dizê-lo, se ela fosse azul, ou cor de laranja, não teria mais segura a vida; não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete, para recreio dos olhos. Não era. Esta última idéa restituiu-me a consolação; uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo; aí vinham já as próvidas formigas... Não, volto à primeira idéa; creio que para ela era melhor ter nascido azul.
Joaquim Maria Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas



http://www.ibiblio.org/ml/libri/a/AssisJMM_MemoriasPostumas/node34.html

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