segunda-feira, 31 de julho de 2017

Políticos não têm interesse em combater a corrupção, diz Moro

Para o juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, falta interesse da classe política brasileira em combater a corrupção.

"Lamentavelmente, eu vejo uma ausência de um discurso mais vigoroso por parte das autoridades políticas brasileiras em relação ao problema da corrupção. Fica a impressão de que essa é uma tarefa única e exclusiva de policiais, procuradores e juízes", afirmou Moro em entrevista concedida à Folha e a outros integrantes do grupo internacional de jornalismo colaborativo "Investiga Lava Jato" –o jornal é um dos coordenadores da iniciativa.

Rebatendo críticas sobre o fato de ter fixado benefícios para réus que ainda estão negociando delação premiada, o juiz afirmou que "o direito não é uma ciência exata".

Segundo ele, a prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) mostra que não há investigações seletivas contra o PT.
Moro defendeu ainda o levantamento do sigilo da interceptação telefônica da conversa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a então presidente Dilma Rousseff, em 2016. Segundo o magistrado, "as pessoas tinham direito de saber a respeito do conteúdo daqueles diálogos".

Antes da entrevista, Moro disse que resolveu falar ao grupo "para incentivar o trabalho cooperativo de jornalistas investigativos".

*

Folha - Há sentenças na Lava Jato que não se baseiam apenas em documentos, mas também em outros tipos de provas. Um exemplo é a condenação do ex-presidente Lula, que aponta que os benefícios concedidos ao ex-presidente têm como "única explicação" a corrupção na Petrobras. Qual sua posição sobre o uso de presunções desse tipo?
Sergio Moro - Sobre a sentença do ex-presidente, tudo o que eu queria dizer já está na sentença, e não vou fazer comentários. Teoricamente, uma classificação do processo penal é a da prova direta e da prova indireta, que é a tal da prova indiciária. Para ficar num exemplo clássico: uma testemunha que viu um homicídio. É uma prova direta.
Uma prova indireta é alguém que não viu o homicídio, mas viu alguém deixando o local do crime com uma arma fumegando. Ele não presenciou o fato, mas viu algo do qual se infere que a pessoa é culpada. Quando o juiz decide, avalia as provas diretas e as indiretas. Não é nada extraordinário em relação ao que acontece no cotidiano das varas criminais.

O ministro Gilmar Mendes tem sido um dos principais críticos à Lava Jato no Supremo e afirmou que a operação criou um "direito penal de Curitiba", com "normas que não têm a ver com a lei".
Não faria réplica à crítica do ministro. Não seria apropriado. Juízes têm entendimentos diferentes. Não obstante, nos casos aqui julgados, não há direito extraordinário. Na Lava Jato, para a interrupção do ciclo de crimes, era necessário tomar algumas medidas drásticas –entre elas, por exemplo, as prisões antes do julgamento. E as decisões têm sido, como regra, mantidas.

O sr. fixou um tempo máximo de prisão a três réus que negociam delações, caso o acordo deles vingue. A medida foi criticada por advogados que entenderam que isso equivalia a um estímulo à delação e que não cabia ao juízo interferir nessa negociação. Por que tomou essa decisão?
Não ingressei em nenhuma negociação. Naquele caso, houve colaboração mas não havia um acordo final. O próprio Ministério Público pediu que fosse reconhecida a colaboração e dado o benefício.

Mas o benefício extrapolou um processo específico. O sr. estipulou uma pena máxima para todos os processos a que eles respondiam.
Eu justifiquei o que fiz na decisão. Agora, é preciso entender que o direito não é uma ciência exata. Às vezes, pessoas razoáveis divergem. Faz parte da aplicação do direito.

Esse tipo de decisão, sobre benefícios a réus, provas indiciárias, prisões preventivas, não faz parte de uma inflexão que a Lava Jato está trazendo ao direito penal?
Não, de forma nenhuma. O que a Lava Jato revela é que a impunidade em crimes de corrupção no Brasil não é mais uma regra.

O que pode representar uma ameaça à Lava Jato?
Lamentavelmente, eu vejo uma ausência de um discurso mais vigoroso por parte das autoridades políticas brasileiras em relação ao problema da corrupção.

Fica a impressão de que essa é uma tarefa única e exclusivamente de policiais, procuradores e juízes. No Brasil, estamos mais preocupados em não retroceder, em evitar medidas legislativas que obstruam as apurações das responsabilidades, do que propriamente em proposições legislativas que diminuam a oportunidade de corrupção. Vejo no mundo político uma grande inércia.

Folha - Sobre as escutas que envolveram os ex-presidentes Lula e Dilma, o sr. escreveu que o conteúdo revelava tentativas de obstruir investigações. É possível entender que a medida de tornar público esse conteúdo tinha como objetivo proteger a Lava Jato?
A escolha adotada desde o início desse processo era tornar tudo público, desde que isso não fosse prejudicial às investigações. O que aconteceu nesse caso [dos grampos de Dilma e Lula] não foi nada diferente dos demais. As pessoas tinham direito de saber a respeito do conteúdo daqueles diálogos. E por isso que foi tomada a decisão do levantamento do sigilo.

Um efeito indireto ao dar publicidade para esses casos foi proteger as investigações contra interferências indevidas. Afinal de contas, são processos que envolvem pessoas poderosas, política e economicamente. Na prática, pode haver tentativas. Então, tornar tudo público também acaba funcionando como uma espécie de proteção contra qualquer obstrução à Justiça. E isso é muito importante.
Foi seguida a Constituição. Dentro de uma democracia liberal co
mo a nossa, é obrigatório que essas coisas sejam trazidas à luz do dia.

Folha - Na Lava Jato há mais de 150 acordos de delação premiada e muitos dos colaboradores ficarão presos por dois anos. Logo parte deles vai voltar às ruas. Quando isso acontecer, não pode haver uma sensação de impunidade, de que o crime compensa?
A colaboração de criminosos vem com um preço: ele não colabora senão pela obtenção de benefícios. Isso faz parte da natureza da colaboração. Muita gente não tem acordo nenhum, continua respondendo aos processos, alguns foram condenados, estão presos. Essas pessoas também vão sair da prisão um dia. Faz parte do sistema. O que acho que tem que ser comparado é que, no passado, como regra, o que havia era a impunidade. As pessoas nem sequer sofriam as consequências de seus crimes. Em muitos casos, nem sequer eram descobertas. A sensação de impunidade era ainda maior.

Raúl Olmos, da ONG "Mexicanos contra a Corrupção" (México) - No México não há nenhum efeito da Lava Jato. Qual a sua opinião sobre um país em que nada foi feito?
É difícil avaliar o que ocorre em outros países, não tenho detalhes de tudo. A globalização também acaba levando ao fenômeno da transnacionalização do crime. Se é assim, o combate aos crimes também tem que ser transnacional e envolver cooperação.

Milagros Salazar, do portal "Convoca" (Peru) - Como fazer quando há quatro ex-presidentes sob suspeita e empresários que pagaram pela corrupção, como é o caso do Peru, para que não haja a suspeita de que só a alguns se investiga?
Não tenho como avaliar o trabalho da Justiça no Peru. No Brasil, por vezes, há uma crítica de que a Justiça estaria atuando de maneira seletiva. Mas os processos são conduzidos com base em fatos e provas. Por exemplo, apesar das críticas de que há uma intensidade maior em relação a agentes do PT, temos preso e condenado um ex-presidente da Câmara [Eduardo Cunha], que era tido como inimigo do PT. Então, as críticas são equivocadas.
Outra coisa importante: o que as empresas brasileiras fizeram foi reprovável, mas há de se louvar a atitude delas quando resolvem colaborar. Não é correto vilificar as empresas brasileiras como se fossem as únicas no mundo que pagam propinas.

Adérito Caldeira, do jornal "@Verdade" (Moçambique) - Até a Lava Jato, a Odebrecht e o ex-presidente Lula eram considerados, pelo povo de Moçambique, benfeitores. Como o sr. se sente, de certa forma, desfazendo essa imagem?
O fato de essas empresas terem pago suborno a autoridades públicas nos países é algo reprovável. Mas isso também não desmerece tudo o que foi feito. Se a empresa de fato se comprometer a mudar seu comportamento, isso vai representar um ganho não só para ela, mas para os países nos quais os investimentos permanecerem. Aí haverá investimentos com uma prática de negócios mais limpa.

Emilia Delfino, do jornal "Perfil" (Argentina) - A lei argentina não permite que se faça um acordo com as autoridades brasileiras em que se deixe de processar a Odebrecht. Nesse caso, qual é a alternativa das autoridades para buscar as provas no país?
Não aceitando essa condição, os países vão ter que desenvolver seus próprios casos, com seus mecanismos de investigação, e eventualmente podem ser bem-sucedidos. Eu não sei o que aconteceu na Argentina, mas isso de um país estabelecer condições não é algo incomum na cooperação internacional.

Lisseth Boon, do site "Runrunes", e Jesús Yajure, do site "El Pitazo" (Venezuela) - Foram usados laranjas para pagar propinas fora do Brasil?
Não tenho detalhes do que aconteceu em outros países. É um método comum na lavagem de dinheiro utilizar uma pessoa interposta, um "presta nombres", para recebimento de vantagem indevida. A variedade dos procedimentos é inesgotável (Folha de S.Paulo, 30/7/17)


Combates Permanentes

Quem é a favor da corrupção?

GUERRAS DIGITAIS
Passado, Presente e Futuro
Sem trégua permanente
Posição e Movimento



Entrevista do Sergio Moro para o Brasil Risk Summit 2017 - Thomson Reuters – Parte 1 de 5

Entrevista realizada com o Juiz Federal Sergio Moro especialmente para o evento Brasil Risk Summit da Thomson Reuters. Versão parte 1 de 5


Entrevista do Sergio Moro para o Brasil Risk Summit 2017 - Thomson Reuters – Parte 2 de 5

Entrevista realizada com o Juiz Federal Sergio Moro especialmente para o evento Brasil Risk Summit da Thomson Reuters. Versão parte 2 de 5


Entrevista do Sergio Moro para o Brasil Risk Summit 2017 - Thomson Reuters – Parte 3 de 5

Entrevista realizada com o Juiz Federal Sergio Moro especialmente para o evento Brasil Risk Summit da Thomson Reuters. Versão parte 3 de 5


Entrevista do Sergio Moro para o Brasil Risk Summit 2017 - Thomson Reuters – Parte 4 de 5

Entrevista realizada com o Juiz Federal Sergio Moro especialmente para o evento Brasil Risk Summit da Thomson Reuters. Versão parte 4 de 5.


Entrevista do Sergio Moro para o Brasil Risk Summit 2017 - Thomson Reuters – Parte 5 de 5

Entrevista realizada com o Juiz Federal Sergio Moro especialmente para o evento Brasil Risk Summit da Thomson Reuters. Versão parte 5 de 5.

Juiz Sérgio Moro suspende sigilo de conversas entre Lula e Dilma (Jornal da Globo, 16/06/2016)


Sergio Moro derruba sigilo e divulga conversa entre Lula e Dilma



Conversa de Lula com Dilma Sobre o Juiz Moro, divulgada dia 16 do 03 de 2016 - Crise Politica

Tudo Esclarecido, nada demais o dialogo dos dois: Nota à Imprensa Palácio do Planalto:
Tendo em vista a divulgação pública de diálogo mantido entre a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cumpre esclarecer que:

1 – O ex-presidente Lula foi nomeado no dia de hoje ministro-chefe da Casa Civil, em ato já publicado no Diário Oficial e publicamente anunciado em entrevista coletiva;

2 – A cerimônia de posse do novo ministro está marcada para amanhã às 10 horas, no Palácio do Planalto, em ato conjunto quando tomarão posse os novos ministros Eugênio Aragão, ministro da Justiça; Mauro Lopes, Secretaria de Aviação Civil; e Jaques Wagner, ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República;

3 – Uma vez que o novo ministro, Luiz Inácio Lula da Silva, não sabia ainda se compareceria à cerimônia de posse coletiva, a presidenta da República encaminhou para sua assinatura o devido termo de posse. Este só seria utilizado caso confirmada a ausência do ministro.

4 – Assim, em que pese o teor republicano da conversa, repudia com veemência sua divulgação que afronta direitos e garantias da Presidência da República.

5 – Todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis serão adotadas para a reparação da flagrante violação da lei e da Constituição da República, cometida pelo juiz autor do vazamento.

Secretaria de Imprensa.

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


Sérgio Moro libera mais escutas telefônicas do ex-presidente Lula


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domingo, 30 de julho de 2017

MACBETH

CHARLES & MARY LAMB (1775-1834 |
Inglaterra) (1764-1847| Inglaterra)

11.

Estes irmãos britânicos que fizeram sua fama com um livro só, Contos de Shakespeare, sempre "na cola", ou a partir da obra do maior dramaturgo do mundo (a ideia original era apresentar as peças do Bardo para a juventude), já marcaram presença na antologia anterior, Os Cem Melhores Contos de Humor... Voltam agora recontando uma das peças, digamos assim, mais sanguinárias da dramaturgia shakespeariana (e que já foi um filme igualmente sanguinário, de Roman Polanski).

Quando Duncan, o Bom, reinava na Escócia, vivia ali um poderoso barão, chamado Macbeth. Parente próximo do rei, Macbeth gozava de grande estima na corte por seu valor e atuação nas guerras, nas quais dera um recente exemplo de coragem, ao derrotar um exército rebelde que se aliara a numerosas tropas da Noruega.

No regresso dessa grande batalha, os dois generais escoceses, Macbeth e Banquo, passaram por uma charneca mal-assombrada, onde foram detidos pela aparição de três vultos. Os três assemelhavam-se a mulheres, exceto pela barba que lhes cobria o rosto. Tinham peles ressequidas, e suas estranhas indumentárias lhes tiravam qualquer parecença com outros seres deste mundo. Foi Macbeth quem lhes falou primeiro. Mas as três figuras, como que ofendidas, levaram cada uma o dedo esquelético aos lábios murchos, impondo-lhe silêncio. A primeira saudou Macbeth pelo seu título de barão de Glamis. Não pouco espantado ficou o general de ser conhecido por tais criaturas. Mas ainda mais se assombrou quando a segunda delas continuou a saudação, dando-lhe o título de barão de Cawdor, honra a que ele jamais aspirara. E a terceira cumprimentou-o, dizendo:

- Salve, Macbeth, que serás rei um dia!

Esta profética saudação deixou-o ainda mais pasmado, pois sabia que, enquanto vivessem os filhos do rei, não havia esperanças de ele subir ao trono.

Depois, voltando-se para Banquo, elas lhe disseram, em termos enigmáticos, que ele seria "menos que Macbeth e mais do que ele; não tão feliz, mas muito mais feliz". E profetizaram que, embora ele nunca reinasse, seus filhos, após sua morte, seriam reis da Escócia.

Dito isso, desvaneceram-se no ar. E os generais perceberam que se tratava de bruxas. Enquanto consideravam a estranheza daquela aventura, chegaram os mensageiros do rei, encarregados de investir Macbeth do título de barão de Cawdor. O acontecimento, tão miraculosamente de acordo com as predições das feiticeiras, deixou Macbeth mudo de pasmo, incapaz de responder o que fosse aos mensageiros. Nesse meio tempo, brotou em seu coração a esperança de que a profecia da terceira bruxa também se cumprisse, tornando-o um dia rei da Escócia. Voltando-se para Banquo, disse:

- Não tens esperanças de que teus filhos sejam reis, depois de ver tão maravilhosamente realizado o que as bruxas me prometeram?

- Esperanças como essas - replicou o general - podem levar-te a aspirar ao trono. Lembre: muitas vezes, esses ministros das trevas revelam pequenas verdades apenas para nos induzirem a atos de maiores consequências.

As malignas insinuações das bruxas, porém, tinham calado profundamente no espírito de Macbeth, impedindo-o de levar em conta as sensatas ponderações de Banquo. Desde esse tempo, todos os seus pensamentos se fixaram no trono da Escócia.

Macbeth tinha uma esposa, a quem comunicou a estranha predição e seu parcial cumprimento. Era uma mulher perversa e ambiciosa, para a qual, desde que o marido e ela própria alcançassem grandezas, pouco importavam os meios. Instigou, assim, os indecisos desígnios de Macbeth, a quem repugnava a ideia de sangue, e não cessava de lhe apresentar o assassinato do rei como um passo absolutamente necessário para a realização da tentadora profecia.

Sucedeu então que o rei (o qual, por magnânima condescendência, costumava visitar amigavelmente os principais representantes da nobreza) foi hospedar-se na casa de Macbeth, com seus dois filhos, Malcolm e Donalbain, além de um numeroso séquito de barões e cortesãos. Tencionava, assim, honrar Macbeth por seus triunfos na guerra.

O castelo de Macbeth era bem situado, numa região de clima ameno e saudável, como indicavam os ninhos de andorinhas, construídos em todas as cornijas do edifício -é sabido que tais pássaros se aninham de preferência nos lugares onde o ar é mais salubre.

O rei muito se agradou do local, e não menos das atenções e respeito de lady Macbeth, que dominava a arte de encobrir traiçoeiros desígnios com sorrisos. Parecia ela uma inocente flor, quando era, na verdade, a serpente que sob esta se oculta.

Cansado da viagem, o rei recolheu-se cedo. Em seu quarto, como de costume, foram dormir dois dos seus guardas privados. Ficara o rei encantado com a recepção e distribuíra muitos presentes, entre os quais um precioso diamante a lady Macbeth, a quem chamou de a melhor das suas hospedeiras.

Era noite alta, quando metade da natureza parece morta, estranhos sonhos povoam o espírito dos homens adormecidos e apenas o lobo e o assassino rondam as trevas. Era a hora em que lady Macbeth planejava o assassinato do rei. Não desejava praticar um ato tão contrário ao seu sexo, mas receava que o marido, de natureza suavizada pelo leite da bondade humana, não se atrevesse a cometer o crime. Sabia-o ambicioso, mas ainda cheio de escrúpulos e pouco preparado para os extremos a que a ambição desordenada costuma arrastar. Convencera-o da necessidade dessa morte, mas duvidava da firmeza de ânimo dele. Temia que a brandura da índole dele interferisse nos seus desígnios.
Assim, muniu-se ela mesma de um punhal e aproximou-se do leito do rei. Tivera o prévio cuidado de embriagar os guardas, que jaziam profundamente adormecidos e incapazes de cumprir seus deveres. Também Duncan dormia pesadamente, após a fadiga da viagem. E, como lady Macbeth o observasse com atenção, pareceu-lhe ver na face do rei adormecido, alguma semelhança com as feições de seu pai. Por isso, não teve coragem de matá-lo.

Voltou para conferenciar com o marido, cuja resolução já começara a vacilar. Considerava ele que havia fortíssimas razões para se opor àquela morte. Em primeiro lugar, não era apenas um vassalo, mas parente próximo do rei. Tendo-o recebido em casa, assumira também, pelas leis da hospitalidade, o dever de fechar a porta aos criminosos e não brandir o punhal assassino. Depois, precisava considerar que Duncan fora sempre um rei justo e bom: evitava prejudicar seus vassalos; amava a nobreza e, particularmente, a ele, Macbeth. Tais reis são uma dádiva do Céu, e seus vassalos duplamente obrigados a vingar-lhes a morte. Sem falar que, graças aos favores do rei, Macbeth gozava de excelente reputação perante toda classe de homens - honras que ficariam manchadas pela triste fama de tão feio crime.

Nessas lutas interiores, viu lady Macbeth que o marido pendia para o lado melhor, nada disposto a seguir adiante. Mas, como não era mulher que desistisse facilmente dos seus propósitos, começou a insuflar-lhe nos ouvidos inúmeras razões para não desistir do que havia empreendido. Era tão fácil aquilo! Estaria tudo liquidado num instante! E a ação de uma única e breve noite traria, a todas as suas noites e dias vindouros, o gozo da soberania e da realeza! Censurou-o por mudar de resolução, acusando-o de covardia. Disse que bem sabia o quanto uma mulher ama a criança que amamenta. Seria, porém, capaz, no próprio momento em que a criança lhe sorrisse, de arrancá-Ia do seio e esmigalhar-lhe a cabeça, se tivesse jurado fazê-lo, como ele jurara efetuar aquele assassinato. Argumentou ainda o quanto seria fácil fazer recair a culpa nos guardas embriagados. E criticou com tamanha veemência a indecisão do marido que este mais uma vez reuniu toda sua coragem para pôr em prática a sanguinária façanha.

Tomando então do punhal, atravessou furtivamente a escuridão, até o quarto em que dormia Duncan. Enquanto avançava, julgou ver outro punhal no espaço, com o cabo voltado para ele e a lâmina e a extremidade tintas de sangue, mas, quando tentou agarrá-lo, só encontrou o ar. Não fora mais que uma visão, engendrada por seu espírito perturbado pelo ato que ia praticar.

Vencido o temor, penetrou no quarto do rei, tirando-lhe a vida de um só golpe. Logo que cometeu o assassinato, um dos guardas riu durante o sono e o outro gritou: "Assassino!" Ambos acordaram, mas apenas fizeram uma curta prece. Um deles falou: "Deus nos abençoe!" O outro respondeu: "Amém." E ambos puseram-se de novo a dormir. Macbeth, que parara a escutá-los, tentara pronunciar "Amém" quando o guarda proferia "Deus nos abençoe", mas, por mais que precisasse de uma bênção, a palavra trancou-se-lhe na garganta.

De repente, ouviu uma voz, que exclamava:

- Não mais dormir! Macbeth matou o sono, o inocente sono que alimenta a vida. -A voz ecoava por toda a casa. - Não mais dormir! Glamis matou o sono e, portanto, Cawdor nunca mais dormirá. Macbeth nunca mais dormirá.

Perseguido por essas horríveis imaginações, voltou Macbeth para junto da mulher, que começava a pensar que ele falhara no seu intento. Em tal estado chegou que ela lhe censurou a falta de ânimo. Ordenou-lhe que fosse lavar as mãos do sangue que as manchava, enquanto lhe tomava o punhal, com o propósito de enodoar de sangue as faces dos guardas, para fazer crer terem sido eles os autores da morte do rei.

Veio a manhã e com ela a descoberta do crime. E embora Macbeth e a esposa fizessem grandes demonstrações de dor e as provas contra os guardas fossem suficientemente fortes, todas as suspeitas recaíram sobre Macbeth, cujas razões para tal crime eram muito mais ponderáveis do que as que poderiam ter os pobres guardas.

Quanto aos dois filhos do rei, Malcolm, o mais velho, procurou refúgio na corte inglesa; e o mais moço, Donalbain, escapou para a Irlanda. Tendo assim os dois filhos do rei, que deviam sucedê-lo, deixado vago o trono, Macbeth, como herdeiro mais próximo, foi coroado. Assim, literalmente realizou-se a predição das bruxas.

Apesar do apogeu em que se achavam, Macbeth e a rainha não esqueciam a profecia das feiticeiras de que, embora Macbeth fosse rei, não os seus descendentes, mas os de Banquo seriam os próximos soberanos. A preocupação de terem manchado as mãos de sangue e cometido tão grandes crimes, unicamente para colocar na posteridade Banquo sobre o trono, de tal modo os atormentava que resolveram matar Banquo e o filho deste, a fim de frustrar as predições das bruxas - tão notavelmente realizada no seu próprio caso.

Com esse fim, ofereceram um grande banquete, para o qual convidaram todos os principais barões - entre estes, com mostras de particular respeito, Banquo e seu filho, Fleance. Na estrada pela qual Banquo devia passar à noite, a caminho do palácio, ficaram de emboscada uns assassinos a soldo de Macbeth. Banquo foi assassinado, mas, na confusão da luta, Fleance conseguiu escapar. Foi dele que se originou a dinastia de monarcas que depois ocupou o trono da Escócia, findando em Jaime VI da Escócia e I da Inglaterra, sob o qual foram unidas as duas coroas.

No banquete, a rainha, cujas maneiras eram no mais alto grau afáveis e principescas, atendeu os hóspedes com uma graça e delicadeza que cativaram a todos os presentes. Macbeth falou aos barões e fidalgos, dizendo que tudo o que havia de mais nobre no país se encontraria reunido sob seu teto, desde que não faltasse seu amigo Banquo, a quem preferia ralhar por negligência a lamentar por algo de mau que lhe houvesse acontecido. Justamente a essa altura do discurso, o espectro de Banquo entrou na sala e sentou-se na cadeira que Macbeth ia ocupar. Embora destemido e capaz de enfrentar o diabo sem tremer, Macbeth tornou-se lívido de pavor ante aquela horrível visão e quedou parado no mesmo lugar, o olhar fixo no fantasma. A rainha e todos os nobres presentes, para os quais o espectro permanecia invisível, viram Macbeth olhar aterrorizado para a cadeira vazia e tomaram aquilo por um ataque de loucura. A rainha censurou-o, segredando-lhe que aquilo não passava de uma fantasia igual à que o fizera ver o punhal no espaço. Mas Macbeth continuava a ver o fantasma e, sem se importar com o que os outros pudessem dizer, dirigiu-se a ele em palavras delirantes, mas tão significativas, que a rainha, temerosa de que o horrível segredo fosse revelado, despediu apressadamente os hóspedes, atribuindo o estado de Macbeth a ataques de que ele às vezes sofria.

Tais eram as pavorosas visões a que Macbeth estava sujeito. A rainha e ele tinham o sono agitado por sonhos terríveis, e o sangue de Banquo perturbava-os tanto quanto a fuga de Fleance, a quem, agora, consideravam fundador de uma dinastia de reis que tirariam de seus descendentes toda possibilidade de ocupar o trono. Com esses pensamentos, era impossível terem paz. E Macbeth resolveu falar mais uma vez com as bruxas, para que estas lhe revelassem tudo, por pior que fosse.

Encontrou-as numa caverna da charneca, onde, tendo adivinhado sua chegada, elas preparavam os tétricos encantamentos pelos quais conjuravam os espíritos infernais a lhes revelarem o futuro. Seus horrendos ingredientes eram sapos, morcegos e cobras, o olho de uma salamandra e a língua de um cão, a perna de um lagarto e uma asa de mocho, a escama de um dragão, o dente de um lobo, um estômago de tubarão, a múmia de uma bruxa, uma raiz de cicuta (para não perder o efeito devia ser colhida à noite), um fel de bode, o fígado de um judeu e o dedo de uma criança morta. Tudo isto era posto para ferver num caldeirão, que, quando aquecia demasiado, era refrescado com sangue de macaco. Acrescentavam ainda o sangue de uma porca que devorara os filhos e aspergiam o fogo com a gordura escorrida de um assassino morto na forca. Com tal feitiço, obrigavam os espíritos infernais a responderem a suas perguntas.

Indagaram de Macbeth se ele queria suas dúvidas resolvidas por elas mesmas ou por seus senhores, os espíritos. Nada amedrontado com as horríveis cerimônias a que assistira, ele respondeu afoitamente:

- Onde estão eles? Quero vê-los.

Elas invocaram os espíritos, que eram três. O primeiro surgiu sob a forma de uma cabeça armada de capacete, chamou Macbeth pelo nome e recomendou-lhe que tivesse cuidado com o barão de Fife. Por isso, ficou-lhe Macbeth muito grato, pois invejava Macduff, o barão de Fife.

O segundo espírito assomou sob a forma de uma criança ensanguentada, chamou Macbeth pelo nome e recomendou-lhe que não tivesse medo nenhum, que risse do poder humano, pois nenhum homem nascido de mulher poderia lhe fazer mal. Aconselhou-lhe que fosse sanguinário, ousado e resoluto.

- Então vive, Macduff! - exclamou o rei. - Que necessidade tenho de temê- lo? Mas quero sentir-me duplamente seguro. Tu não viverás, para que eu possa dizer ao gélido Medo que ele mente e dormir a despeito do trovão.

Esvaído esse espírito, surgiu um terceiro, sob a forma de uma criança coroada, com um galho na mão. Chamou Macbeth pelo nome e animou-o contra as conspirações. Afirmou que ele nunca poderia ser vencido, a menos que a floresta de Birnam fosse ao seu encontro na montanha de Dunsinane.

- Belos presságios! - exultou Macbeth. - Quem poderá mover a floresta, arrancando-a das suas raízes profundas? Vejo que viverei o período comum da vida humana e não serei ceifado por morte violenta. Mas meu coração palpita de curiosidade. Dize-me, se até aí chega tua arte, se os descendentes de Banquo reinarão algum dia neste reino. Então, o caldeirão sumiu-se na terra e ouviu-se um som de música: oito sombras, com o aspecto de reis, passaram diante de Macbeth. Banquo vinha por último, trazendo na mão um espelho - todo ensanguentado, sorria para Macbeth e apontava os espectros. Assim, Macbeth ficou sabendo que aqueles eram os descendentes de Banquo, que reinariam na Escócia depois dele. E as feiticeiras, ao som de uma estranha música, dançaram e saudaram Macbeth, desaparecendo em seguida. Desde esse dia, os pensamentos de Macbeth foram todos sanguinários e terríveis.

A primeira coisa de que o informaram ao sair da caverna das feiticeiras foi que Macduff, o barão de Fife, fugira para a Inglaterra, a fim de se juntar ao exército formado sob o comando de Malcolm, o filho mais velho do falecido rei, com o propósito de depor Macbeth e restituir o trono ao legítimo herdeiro.

No auge do furor, Macbeth assaltou o castelo de Macduff, matando-lhe a esposa e os filhos e estendendo o massacre a todos quantos tivessem o mínimo grau de parentesco com seu inimigo.

Esses e outros crimes afastaram dele todos os seus chefes e a nobreza. Os que puderam fugiram, para se juntar a Malcolm e a Macduff, que agora se aproximavam com o poderoso exército que haviam organizado. Os demais desejavam secretamente o sucesso das suas armas, embora, por medo de Macbeth, não tomassem parte ativa na campanha. Os soldados de Macbeth avançavam sem ânimo. Todos temiam o tirano, ninguém o amava ou venerava. Não havia quem não suspeitasse dele. E Macbeth começava a invejar Duncan, que dormia calmamente no seu túmulo, aniquilado pela traição: nem ferro nem veneno, nem os seus nem os estranhos podiam lhe fazer mal agora.

Enquanto sucediam tais coisas, morreu lady Macbeth, a única cúmplice de todos os seus crimes e em cujo seio encontrava um repouso momentâneo dos terríveis pesadelos que o afligiam à noite. Diziam que ela morrera por suas próprias mãos, por não suportar o remorso e o ódio público. Assim, Macbeth ficou sozinho, sem uma alma que o amasse ou cuidasse dele, sem um amigo ou confidente.

Perdeu o amor à vida e suspirou pela morte. Mas a aproximação do exército de Malcolm despertou nele o que ainda lhe restava de coragem e ele resolveu morrer lutando. Além disso, as falsas promessas das feiticeiras o tinham enchido de enganosa confiança. Lembrava-se de que haviam dito que nenhum homem nascido de mulher poderia lhe fazer mal e que somente seria vencido quando a floresta de Birnam avançasse até Dunsinane, o que ele julgava impossível. Assim, fechou-se no castelo, cuja inexpugnabilidade poderia desafiar um cerco: ali esperou sombriamente a aproximação de Malcolm.

Eis que um dia, finalmente, chega um mensageiro, pálido e trêmulo, quase sem voz. Conta, afinal, que estando na montanha, olhara na direção de Birnam e parecera-lhe que a floresta se movia.

- Escravo mentiroso! - gritou Macbeth. - Se estiveres mentindo, serás pendurado vivo na primeira árvore, até que a fome te mate. Mas se falaste a verdade, poderás fazer o mesmo comigo.

Começava a fraquejar o ânimo de Macbeth. Não sentia medo enquanto a floresta de Birnam não fosse até Dunsinane. Mas a floresta estava a se mover!?

- Quem sabe é verdade? Vamos nos armar e partir. Daqui não posso fugir. Nem quero ficar. Já estou farto da luz do sol e de minha vida.

Com essas palavras desesperadas, saiu do castelo e foi ao encontro dos atacantes, que já haviam fechado o cerco.

Facilmente se explica a escaramuça que dera ao mensageiro a impressão de que a floresta se movia. Ao atravessar Birnam, Malcolm, como hábil general que era, ordenara aos soldados que arrancassem ramos de árvores e marchassem com eles à frente, para ocultar o verdadeiro número de suas hostes. Fora essa marcha de ramos que, à distância, assustara o mensageiro. Confirmavam-se, pois, as palavras do espírito, mas num sentido diferente de como Macbeth as compreendera - e assim se esvaiu grande parte de sua confiança.

Travou-se terrível batalha, na qual Macbeth - embora fracamente auxiliado pelos que se diziam seus amigos, mas que o odiavam e na verdade pendiam para o partido de Malcolm e Macduff - se bateu com ímpeto e coragem. Estraçalhou todos com que se defrontou, até chegar ao local onde Macduff lutava. Ao avistá- lo, lembrou a recomendação da feiticeira, de que evitasse Macduff acima de todos os homens, e quis retroceder. Mas foi detido pelo barão, que já o procurara por todo o campo de batalha. Seguiu-se então uma violenta contenda, na qual Macduff acusou-o do assassinato de sua mulher e filhos. Macbeth, cuja alma já estava demasiadamente carregada com o sangue daquela família, ainda quis declinar do combate. Mas Macduff provocou-o à luta, chamando-o de tirano, assassino, monstro e vilão.

Então, lembrou-se Macbeth das palavras do espírito, de que nenhum homem nascido de mulher poderia lhe fazer mal. E, sorrindo confiadamente, disse a Macduff.

- Desperdiças teus esforços, Macduff. Tão fácil seria imprimires no ar os golpes de tua espada quanto me tornares vulnerável a eles. Tenho uma vida encantada, que nenhum homem nascido de mulher pode arrancar.

- Está quebrado teu encantamento - replicou Macduff. - Que o mentiroso espírito que te serve te ensine: Macduff não nasceu de mulher da maneira vulgar que os homens nascem, pois foi prematuramente arrancado, por operação, das entranhas maternas.

- Maldita a língua que me diz tal coisa! - gemeu o trêmulo Macbeth, sentindo esvair-se a derradeira certeza. - Que nenhum homem, no futuro, acredite nas imposturas de feiticeiras e espíritos, que nos enganam com palavras de duplo sentido e que, cumprindo literalmente suas promessas, frustram nossas esperanças com um significado diferente.

- Pois vive! - exclamou desdenhosamente Macduff. - Nós haveremos de exibir-te, como os monstros nas feiras, com um cartaz pintado em que estará escrito: "Vinde ver o tirano!"

- Nunca! - replicou Macbeth, cuja coragem voltava com o desespero. - Não viverei para beijar a terra diante dos pés do jovem Malcolm e ser insultado com as pragas do populacho. Embora a floresta de Birnam tenha vindo a Dunsinane e tu, meu adversário, não hajas nascido de mulher, ainda assim quero arriscar a última cartada.

Com essas palavras desesperadas, arremessou-se contra Macduff, que, após violenta luta, conseguiu prostrá-lo. E, cortando-lhe a cabeça, deu-a de presente ao jovem Malcolm, o rei legítimo. Este tomou as rédeas do governo, do qual fora por tanto tempo privado, e ascendeu ao trono de Duncan, o Bom, por entre as aclamações dos nobres e do povo.

Tradução de Mário Quintana




Macbeth - Trailer Oficial - Legendado - HD

Na tragédia de Shakespeare, Macbeth (Michael Fassbender) é um general do exército escocês que influenciado pela profecia de três bruxas e por influência da esposa, Lady Macbeth (Marion Cotillard), assassina o rei Duncan e desencadeia tragédias e reviravoltas na corte.


Macbeth (Polanski, 1971) - HD Trailer



Macbeth, de William Shakespeare - Produção Sorocabana 1992



MACBETH 1978 | Ian McKellen | Judi Dench



Macbeth By William Shakespeare BBC TV DRAMA Full Movie 



Macbeth. Compare and Contrast: Opening scenes from five adaptations.

http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/macbethr.pdf
Macbeth - William-Shakespeare - PDF



Macbeth/William Shakespeare - Resumo


Macbeth, é um duque escocês que ouve três bruxas dizerem durante uma batalha que ele um dia será rei da Escócia. Consumido pela ambição em alcançar o futuro que lhe foi profetizado, Macbeth inicia uma sangrenta disputa pelo trono com o apoio de sua esposa, Lady Macbeth. Impulsionado por ela, Macbeth mata o rei Duncan e toma o posto para si.

Referência

file:///D:/Usu%C3%A1rio/Downloads/Os%20100%20Melhores%20Contos%20de%20Crime%20e%20Mist%C3%A9rio%20da%20Literatura%20Universal%20-%20Fl%C3%A1vio%20Moreira%20Da%20Costa.pdf




sábado, 29 de julho de 2017

“A Globo é a TV do governo”

As Fontes Estão Nas Referências

As Imagens Embaralhadas E Borradas

¿Hay gobierno? Soy a favor
Uma pesquisa com deputados estaduais e vereadores mostra que só há uma posição ideológica consistente na política brasileira: a adesão ao governo. A oposição está em extinção?



PMDB: hay gobierno, soy a favor!



Hay gobierno? Soy a favor!
Por Nelson Motta, na Folha: Entrevistada na TV em um baile de Carnaval carioca, Regina Casé se espantou: “Pô, aqui todo mundo é atriz-modelo-manequim. E as piranhas, onde estão as piranhas?”. O baile político está bem parecido. Todo mundo quer dançar com o governo, de Maluf e Collor à extrema esquerda do PT, revertendo a clássica […]



PMDB: HAY GOBIERNO, SOY A FAVOR!



No hay gobierno? Soy contra!
A expressão “hay gobierno? Soy contra” costuma ser associada ao anarquismo, uma filosofia que vê todas as formas de autoridade governamental como desnecessárias e indesejáveis. Defende uma sociedade baseada em cooperação voluntária e livre associação de indivíduos e grupos.



“Se hay gobierno, soy a favor”



HAY GOBIERNO? SE HAY SOY CONTRA. SE NO HAY TAMBIÉN SOY!




Hay Gobierno? Soy a favor!

















José Dirceu teria dito: “A Globo é a TV do governo”
4 de agosto de 2015



Requião (PMDB-PR) confirmando a sua fama de bom orador e também de bom revelador de histórias de bastidores, fez sucesso no evento de ontem realizado no auditório do Barão de Itararé organizado para o lançamento do livro Cultura do Silêncio, do professor Venício Lima.
Entre elas, a já revelada no post anterior de que teria informações de fontes sérias e confiáveis que o juiz Sérgio Moro teria votado nele para governador, em Dilma para presidente e em Tadeu Veneri (PT), para deputado estadual.
Mas além dessa história, contou outra tão saborosa e ao mesmo tempo constrangedora em que teria estado envolvido.
Segundo ele, no primeiro mandato de Lula, quando era governador, foi ao encontro do presidente e lhe contou o que havia feito na comunicação do Paraná, onde acabou com a verba publicitária e investiu todos os recursos na TV Educativa local.
Lula teria se animado com o que ouviu e pediu-lhe que conversasse com o então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Requião foi ao quarto andar do Palácio e enquanto contava ao ex-ministro sobre o quanto a TV Educativa estaria sendo importante para o governo, Zé Dirceu teria lhe interrompido e dito: “Requião, mas o governo também tem uma TV”. Isso aconteceu antes da criação da TV Brasil, que se deu no segundo mandato de Lula. Requião teria ficado surpreso e perguntou: “mas que TV, Zé?”. Ao que o então ministro, respondeu: “A Globo, Requião.”
Histórias de políticos e da política sempre podem ter uma pitada ou outra de pimenta a mais e uma pitada ou outra de circunstâncias a menos, mas de qualquer forma Requião não tinha motivos para, no dia que foi um dos poucos a defender a ilegalidade da prisão de Zé Dirceu, tentar lhe criar um constrangimento público.
O PT, Lula, Zé e muitos outros líderes políticos que hoje são massacrados pela Globo de fato entendiam no começo do primeiro mandato que a TV dos Marinhos era uma aliada do projeto petista. Tanto que Lula foi ao enterro de Roberto Marinho e não apareceu no da atriz Lélia Abramo, que sempre lhe apoiou em todos os momentos.
Hoje a Globo está pagando com juros a confiança que lhe foi depositada e os bilhões que já recebeu dos governos petistas. Ontem massacrou José Dirceu no Jornal Nacional. E depois publicou uma charge de Chico Caruso, no Jornal da Globo, com Zé Dirceu olhando para uma imagem de Lula na cadeia. A legenda: “agora só falta você”.



Dilma inocenta Gleisi em depoimento à Justiça como testemunha de defesa




Flávio Neves

Gleisi Hoffmann (à esq.) com Dilma Rousseff e Lula em ato no Rio Grande do Sul, em abril

GABRIEL GALLI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PORTO ALEGRE
JOELMIR TAVARES
DE SÃO PAULO
28/07/2017 16h31
A ex-presidente Dilma Rousseff prestou depoimento à Justiça nesta sexta-feira (28) como testemunha de defesa na ação contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo.
Os dois são acusados pela Operação Lava Jato de receber R$ 1 milhão do esquema de corrupção da Petrobras para bancar a campanha eleitoral dela ao Senado, em 2010. O processo corre no STF (Supremo Tribunal Federal).
Dilma disse que a senadora, que era ministra-chefe da Casa Civil quando Paulo Roberto Costa foi demitido da diretoria de Abastecimento da estatal, não tentou pressionar pela manutenção dele no posto.
A permanência de Costa no cargo seria um dos motivos, segundo a denúncia, que levaram Bernardo a pedir o pagamento de propina.
A ex-presidente também afirmou nesta sexta que o ex-ministro não a procurou após a saída do ex-diretor para falar do assunto.
A petista foi ouvida na sede da Justiça Federal de Porto Alegre. Conduzida pelo juiz auxiliar Paulo Marcos de Farias, que trabalha com o ministro Edson Fachin, relator da ação, a audiência durou cerca de meia hora —começou às 13h10 e foi até as 13h46.
Vestindo blusa preta e blazer vermelho, ela chegou em um veículo com vidros escuros e usou uma entrada lateral do prédio para acessar a sala onde falaria.
A petista reiterou diversas vezes que Gleisi era ministra quando ela demitiu Costa e que "ela [Gleisi] não participava dessa decisão. Não era do âmbito dela".
Dilma afirmou nunca ter tratado do assunto com a senadora, atual presidente nacional do PT, a quem chamou de "uma pessoa bastante séria e extremamente rígida".
Além de Dilma, já foram ouvidos no processo os ex-presidentes da Petrobras José Sérgio Gabrielli, na Bahia, e Graça Foster, no Rio de Janeiro, e o ex-presidente Lula, em São Paulo. Ainda deve prestar depoimento o ex-ministro Gilberto Carvalho.
O casal Gleisi e Paulo Bernardo nega as acusações.
'NÃO OUSARIAM'
A ex-presidente afirmou à Justiça que dispensou Paulo Roberto Costa da estatal porque "não achava que ele era competente para o cargo".
Questionada na audiência se alguma pessoa, político ou liderança pediu para ela manter Costa, foi objetiva: "Não ousariam".
"Ninguém pediu. Ninguém achava que dava para chegar perto de mim e falar 'não tira'", prosseguiu.
Dilma também foi assertiva ao ouvir pergunta sobre "uma discussão muito ríspida" com Paulo Roberto Costa, relatada em depoimento do processo.
"Várias", disse a ex-presidente.
Sua convivência com ele era "um pouco distante", contou.
"Eu não gostava nem desgostava dele. Eu tinha uma relação profissional. As discussões que eu tinha era quando eu divergia. Não concordava muito com ele não. Mas não tinha nenhum indício maior de qualquer coisa irregular da parte dele."
Dilma disse que o ex-diretor não cumpria metas nem prazos, além de "não dar satisfações".
"Eu não tinha uma avaliação muito otimista e favorável do Paulo Roberto Costa, no que se refere a gestão."
Ele foi o primeiro delator da Lava Jato e ainda cumpre pena.
PROTESTO
No início do depoimento, Dilma Rousseff reagiu à proposta do Ministério Público de que ela fosse ouvida como informante, e não como testemunha.
O argumento foi o de que ela teria "envolvimento nos fatos", já que era presidente da República no período.
O magistrado que conduziu a sessão negou o pedido, justificando que não há na denúncia o nome da petista como participante de qualquer ato irregular.
Mesmo após a rejeição pelo juiz, Dilma protestou. Ela levantou o dedo indicador e pediu a palavra.
"Eu acho um absurdo eu ser relacionada com qualquer fato por ser presidente da República na época. Acho essa afirmação estarrecedora. Eu estou me defendendo depois dessa acusação implícita."
Em outro momento, ela foi questionada sobre o processo de escolha de diretores da Petrobras e indagada se havia indicações políticas.
Dilma disse não ter conhecimento se Costa foi nomeado a pedido do PP.
"No meu período nós fizemos nomeações eminentemente técnicas, buscando as melhores pessoas para cumprir as funções. E que eu me lembre a mesma coisa ocorreu no governo do presidente Lula. Ocorre que nem sempre as pessoas são aquilo que você pensa que elas são." 



Dilma depõe em Porto Alegre na defesa da senadora petista Gleisi Hoffmann

http://g1.globo.com/jornal-nacional/edicoes/2017/07/28.html#!v/6040917

ESTOCANDO VENTO
Dilma fez sua melhor expressão de anta para reclamar da intimação para depor na ação de corrupção contra Gleisi Hoffmann (PT-PR). Ela parecia não saber que foi intimada a pedido da própria Gleisi.






Moro desiste de videoconferência e vai interrogar Lula pessoalmente

http://g1.globo.com/jornal-nacional/edicoes/2017/07/28.html#!v/6040920

28/07/2017 20h53 - Atualizado em 28/07/2017 20h53
Mais de 10 mil militares e policiais reforçam segurança no Rio de Janeiro
Operação não terá ocupação de favelas e vai priorizar inteligência.
Blindados e comboios militares ocuparam pontos estratégicos da cidade.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/edicoes/2017/07/28.html#!v/6040885

Mais de 10 mil homens das Forças Armadas, da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional já estão reforçando a segurança no Rio. As autoridades anunciaram uma operação diferente das anteriores, sem ocupação de favelas e priorizando o trabalho de inteligência.
Eram 14h quando blindados e comboios militares começaram a ocupar pontos estratégicos do Rio. No Arco Metropolitano, caminhões fizeram uma blitz. Homens fortemente armados no calçadão de Copacabana, na Avenida Brasil, na ponte Rio-Niterói, nas rodovias Presidente Dutra e na Washington Luís. Foi a primeira etapa da operação batizada ‘O Rio quer segurança e paz’.
Nesta sexta-feira (28), apenas para reconhecer o terreno. Uma demonstração de força que não deve se repetir nos próximos dias. As tropas não pretendem fazer patrulhas nem ocupar comunidades. Vão dar apoio a ações pontuais da polícia no combate ao crime.
“Essa operação visa, e por isso ela principia com inteligência, exatamente, chegar ao crime organizado, às suas cadeias de comando, aos seus meios, para poder então reduzir a sua capacidade operacional, golpear”, diz o ministro da Defesa, Raul Jungmann.
Nesta sexta, foram 22 pontos estratégicos. Trabalham nessa operação 8,5 mil militares das Forças Armadas, 620 agentes da Força Nacional e 1.120 da Polícia Rodoviária Federal. Um reforço de 10 mil militares e policiais.
“Nós podemos contribuir com esse esforço, missões especificas dentro de uma operação planejada em apoio à segurança pública. Não há uma rotina de participação das Forças Armadas. Nesse período, nós participaremos de diversas formas e em vários lugares”, diz o chefe da operação, general Mauro Sinott Lopes.
A decisão está em uma edição extra do Diário Oficial para a garantia da lei e da ordem no estado do Rio até 31 de dezembro de 2017. A GLO é usada em situações de grave perturbação da ordem, quando há um esgotamento das forças tradicionais de segurança pública.
Não é a primeira vez que as Forças Armadas atuam no Rio. Em 2010, uma ocupação histórica no Complexo de Favelas do Alemão. Em 2014, foi a vez das comunidades da Maré, perto do aeroporto internacional Tom Jobim. No mesmo ano, Copa do Mundo. Em 2016, Olimpíada. E em fevereiro deste ano, tropas de novo durante a votação do pacote de austeridade na Assembleia Legislativa.
“Quando se faziam as operações anteriores, o carioca tinha uma sensação muito justa de segurança. Porém, quando nós nos retirávamos, porque é impossível ficar todo tempo, voltava aquela situação de medo, de vulnerabilidade, de orfandade anterior”, aponta o ministro da Defesa.
A sala de guerra fica no Comando Militar do Leste. Do Centro de Comando e Controle, todos os detalhes da operação serão acompanhados 24 horas por dia. Lá, trabalham juntos representantes das Forças Armadas e também das forças de segurança pública.
“As nossas ações serão pautadas pela inteligência e, nesse sentido, a atuação das policias estaduais também serão primordiais, levando, para esse grupo seleto que vai atuar na coordenação dessas missões, informações sensíveis e relevantes para o cumprimento da nossa missão, efetuando busca e captura de criminosos que trazem tanto mal à nossa sociedade”, afirma o secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá.
O ministro da Defesa pediu um voto de confiança e advertiu que os resultados podem demorar. “Isso não dará resultados extraordinários, digamos assim, do dia para a noite. Não vamos ter mágica, não vamos ter pirotecnia, vamos ter trabalho duro e continuado”, destaca Jungmann.

Dilma rebate O Globo, mais uma vez
SEX, 28/07/2017 - 19:26
ATUALIZADO EM 28/07/2017 - 19:27





Jornal GGN – A assessoria da presidente afastada Dilma Rousseff soltou nota rebatendo o jornal “O Globo” de hoje. O jornal apresenta uma pauta e, na esteira, publica noticiário e opiniões corroborando a tese. Veja a nota a seguir.
*“O Globo” e o jornalismo de guerra*
A propósito do noticiário e das opiniões publicadas nesta sexta-feira, 28 de Julho, no jornal “O Globo”, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:
1. “O Globo” mente e distorce os fatos, como de costume. O jornal continua fomentando ilações sem fundamento. Não podemos esquecer que deu lastro aos golpistas que, hoje, afrontam o país.
2. As Organizações Globo fazem um jornalismo contra as forças populares e progressistas. Nada de novo. A empresa tem experiência nisso, como mostra a História, mas, mesmo assim, é forçoso esclarecer.
3. Não é verdade que a presidenta eleita Dilma Rousseff tenha nomeado Aldemir Bendine para a Petrobrás com o propósito de bloquear acordos de leniência de empresas envolvidas na Lava Jato. “O Globo” não menciona, mas foi no governo de Dilma Rousseff que se modernizou a legislação contra as organizações criminosas e criou-se, por medida provisória, as condições para o acordo de leniência.
4. A presidenta eleita apoiou esses acordos de leniência com o objetivo de preservar as empresas e os empregos, mas punindo os responsáveis por corrupção.
5. Durante todo o seu governo, Dilma Rousseff não criou obstáculos às investigações de corrupção, não obstruiu a Justiça, nem impediu a punição de responsáveis por ilicitudes. Também nunca promoveu intervenções na Polícia Federal ou nomeou ministros de Estado com este propósito. Quem falou em derrubar o governo para “estancar a sangria” foram os políticos que – apoiados pelas Organizações Globo – promoveram o golpe.
6. Nem por isso, a presidenta eleita agiu para condenar sem provas. Sempre defendeu o respeito ao princípio do contraditório e do direito de defesa, como é típico dos regimes em que há um Estado democrático de direito. Tampouco concordou com vazamentos seletivos ou grampos sem autorização da Justiça.
7. “O Globo” manipula a opinião pública ao insinuar que Aldemir Bendine foi indicado para a Petrobras por ter relação pessoal com Dilma. Ele foi nomeado porque tinha reconhecida capacidade como gestor, demonstrada nos resultados alcançados à frente do Banco do Brasil. E, ademais, tinha perfil técnico para preencher o cargo de presidente da Petrobras, do qual a competente e honesta Graça Foster se retirou depois de longa e implacável perseguição.
8. A insistência das Organizações Globo em desconstruir a imagem da presidenta eleita Dilma Rousseff é expressão do “jornalismo de guerra. Tais versões manipuladas serão desmascaradas pela História, que não encobrirá o papel vergonhoso que parte da imprensa nacional desempenhou nesses tristes dias para a democracia no Brasil.
DILMA ROUSSEFF
ASSESSORIA DE IMPRENSA



Globo pede Lula preso e diz: 'Agora, só falta você'
O jornal da família Marinho enviou o recado por meio da charge de Chico Caruso, publicada na primeira página do jornal O Globo; o desenho retrata José Dirceu atrás das grades com um smartphone, a imagem do ex-presidente Lula


04.08.2015 - 08:00   por (Reportagem adicional de Pedro Fonseca e Caio Saad, no Rio de Janeiro; Maria Carolina Marcello e Leo


Confirmado Moro e Lula cara a cara outra vez
Juiz da Lava Jato marcou novo interrogatório do ex-presidente, no modelo presencial, para 13 de setembro na ação penal em que petista é réu por suposto recebimento de propinas da empreiteira Odebrecht
Fausto Macedo e Julia Affonso
28 Julho 2017 | 18h17



O depoimento de Lula a Moro. Foto: Reprodução
O juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, confirmou para o próximo 13 de setembro novo interrogatório do ex-presidente Lula, desta vez na ação penal em que o petista é réu por suposto recebimento de propinas da empreiteira Odebrecht. Pela segunda vez, Moro e Lula vão ficar cara a cara.

Documento
O JUIZ E O EX-PRESIDENTE   PDF

28/07/2017 Evento 903 - DESPADEC1
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Poder Judiciário
JUSTIÇA FEDERAL
Seção Judiciária do Paraná
13ª Vara Federal de Curitiba
Av. Anita Garibaldi, 888, 2º andar - Bairro: Cabral - CEP: 80540-400 - Fone: (41)3210-1681 –
www.jfpr.jus.br - Email: prctb13dir@jfpr.jus.br
AÇÃO PENAL Nº 5063130-17.2016.4.04.7000/PR
AUTOR: PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS
AUTOR: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
RÉU: MARCELO BAHIA ODEBRECHT
RÉU: LUIZ INACIO LULA DA SILVA
RÉU: PAULO RICARDO BAQUEIRO DE MELO
RÉU: ANTONIO PALOCCI FILHO RÉU: DERMEVAL DE SOUZA GUSMAO FILHO
RÉU: GLAUCOS DA COSTAMARQUES
RÉU: MARISA LETICIA LULA DA SILVA
RÉU: ROBERTO TEIXEIRA
RÉU: BRANISLAV KONTIC

DESPACHO/DECISÃO

1. Homologo a desistência da oitiva das testemunhas Marcos Leal Raposo Lopes e Paulo Cesar de Oliveira Campos (evento 885).
2. Designados os interrogatórios dos acusados (evento 853).
Sugeriu o Juízo na ocasião a realização do interrogatório do acusado Luiz Inácio Lula da Silva pelos motivos ali expostos.
A Defesa não aceitou (evento 896).
Diante da recusa, o interrogatório será presencial.
Proceder-se-á à gravação da mesma forma que o anterior realizado na ação penal conexa.
Ciência ao MPF, Assistente de Acusação e Defesas.

Curitiba, 28 de julho de 2017.

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28/07/2017 Evento 903 - DESPADEC1
Documento eletrônico assinado por SÉRGIO FERNANDO MORO, Juiz Federal, na forma do artigo 1º, inciso III, da Lei 11.419, de 19 de dezembro de 2006 e Resolução TRF 4ª Região nº 17, de 26 de março de 2010. A conferência da autenticidade do documento está disponível no endereço eletrônico
http://www.trf4.jus.br/trf4/processos/verifica.php, mediante o preenchimento do código verificador 700003684899v2 e do código CRC fd2fc7a0.
Informações adicionais da assinatura:
Signatário (a): SÉRGIO FERNANDO MORO
Data e Hora: 28/07/2017 16:53:01

5063130-17.2016.4.04.7000 700003684899 .V2 SFM© SFM


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http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/wp-content/uploads/sites/41/2017/07/moro-Evento-903-DESPADEC1.pdf




Noel Rosa - Até Amanhã (Emílio Santiago e Ivan Lins)


Trio de Ouro "Adeus, Mangueira" [Herivelto Martins, Grande Otelo] 


COMO RECUPERAR FOTOS BORRADAS DE MI IPHONE

Referências

http://revistaepoca.globo.com/ideias/noticia/2011/11/hay-gobierno-soy-favor.html
http://amaivos.uol.com.br/amaivos2015/?pg=noticias&cod_canal=53&cod_noticia=36306
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/hay-gobierno-soy-a-favor/
http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/pmdb-hay-gobierno-soy-a-favor-1.373232
http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,no-hay-gobierno-soy-contra,10000014895
http://blogdoespacoaberto.blogspot.com.br/2010/05/se-hay-gobierno-soy-favor.html
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http://www.correiodopovo-al.com.br/index.php/noticia/2015/08/04/globo-pede-lula-preso-e-diz-agora-so-falta-voce
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http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/confirmado-moro-e-lula-cara-a-cara-outra-vez/
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https://i.ytimg.com/vi/mOD9NLuYfUw/maxresdefault.jpg